Estudo: atividade física melhora a função cognitiva em todas as idades Ouvir 9 de agosto de 2025 Praticar qualquer tipo de atividade física — independentemente da intensidade, idade ou condição de saúde — contribui para melhorar as funções cognitivas, como memória, atenção e raciocínio. A conclusão é de uma ampla revisão de estudos conduzida por pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália e publicada recentemente no British Medical Journal. Os autores revisaram 133 trabalhos, envolvendo mais de 200 mil participantes, que avaliavam como diferentes tipos e intensidades de exercícios impactam funções como memória e atenção. Os resultados comprovam benefícios inclusive com atividades de intensidade baixa ou moderada, que podem aparecer em um período de um a três meses. Modalidades como ioga e tai chi chuan tiveram maior impacto em memória, e até os chamados exergames — jogos eletrônicos que combinam atividade física com entretenimento digital — apresentaram benefícios. Para os pesquisadores, a atividade física pode ajudar também a combater o declínio cognitivo. “Essa relação entre exercício e melhora da cognição já era apontada por diversos estudos anteriores, mas o novo artigo reforça essa evidência de forma bastante sólida”, analisa o profissional de educação física Brendo Faria Martins, especialista em fisiologia do exercício do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Einstein Hospital Israelita. Leia também Saúde Estudo: atividade física é segura para quem tem cardiopatia congênita Saúde 5 dicas para praticar atividade física na gravidez com segurança Saúde 4 atividades físicas e o pré-treino ideal para cada uma delas Claudia Meireles Médico diz como deve ser a prática de atividade física por hipertensos Nas crianças e nos adolescentes, uma rotina ativa foi associada também a ganhos na memória. Já em pessoas com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), foi possível notar melhora no foco e na redução da impulsividade. Segundo Faria, esses benefícios podem ser explicados por uma combinação de fatores fisiológicos e cognitivos. “Do ponto de vista fisiológico, o exercício estimula a liberação de substâncias como o BDNF [Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro, proteína que desempenha um papel crucial no crescimento, desenvolvimento e na manutenção dos neurônios], que favorecem a neuroplasticidade, o crescimento de novas conexões entre neurônios e o aumento da vascularização cerebral”, diz. Em termos cognitivos, muitas modalidades, como tai chi e os exergames, exigem atenção, tomada de decisão, memorização de movimentos e coordenação motora. E essa demanda cognitiva durante a prática parece potencializar os efeitos do exercício sobre o cérebro, contribuindo para melhorias mais consistentes. “Em outras palavras, não é apenas o corpo que está ativo — o cérebro também é estimulado durante esses tipos de atividades”, resume o profissional do Einstein. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Autocuidado: confira dicas para cuidar da pele e unhas no inverno 14 de julho de 2024 Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas e o ar seco podem afetar significativamente a saúde da pele, das unhas e o bem-estar geral. Felizmente, algumas medidas de autocuidado podem ajudar a prevenir esses danos. A técnica de estética Patrícia Mattar, e massoterapeuta da Singu indica que primeiramente… Read More
Notícias Anvisa autoriza testes da 1° vacina contra hanseníase no Brasil 15 de outubro de 2024 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (14/10), o início dos testes com a vacina LepVax, que está sendo desenvolvida contra a hanseníase. O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) será responsável por conduzir o ensaio clínico da vacina, e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) atua como… Read More
Notícias Perder peso com jejum intermitente pode alterar funcionamento cerebral 12 de abril de 2024 Seguir uma dieta com jejum intermitente, com restrição de calorias por alguns dias ou períodos, pode levar a mudanças importantes no funcionamento do intestino e do cérebro. Pesquisadores do Instituto de Gestão de Saúde em Pequim descobriram que a restrição energética intermitente (IER) – nome técnico para o jejum –… Read More