Bolsonaro: conheça os sintomas e tratamentos da gastrite e esofagite Ouvir 17 de agosto de 2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a uma bateria de exames nesse sábado (16/8), no Hospital DF Star, em Brasília, com autorização judicial para sair da prisão domiciliar. Os resultados revelaram persistência de gastrite e esofagite, agora em intensidade reduzida, mas demandando tratamento medicamentoso contínuo. O médico-chefe da equipe cirúrgica de Bolsonaro, Claudio Birolini, comentou que as condições de confinamento “prejudicam em todos os aspectos”, incluindo a impossibilidade de realizar caminhadas, o que pode agravar não só os problemas digestivos, mas também a hipertensão arterial. “A endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo.”, diz o boletim médico. Leia também Saúde Gastrite: o que excluir da dieta ou incluir para evitar crises Saúde Chá de boldo é bom para gastrite? Entenda ação da bebida no estômago Saúde Esofagite: conheça os sintomas da condição que internou Bolsonaro Vida & Estilo Gastrite: chá natural funciona como remédio caseiro para aliviar a dor O que é gastrite A gastrite é a inflamação da mucosa que reveste o estômago, podendo ser aguda ou crônica. A condição pode ser causada por diversos fatores, como infecções, uso de certos medicamentos, consumo excessivo de álcool e estresse. Veja abaixo os sintomas comuns da gastrite: Dor ou queimação na parte superior do abdômen; Azia; Náuseas e vômitos; Sensação de estômago inchado ou distendido; Perda de apetite e saciedade precoce; Em casos graves, pode haver sangramento, como vômito com sangue ou fezes escuras (melena). O tratamento da gastrite costuma envolver o uso de medicamentos para reduzir a acidez do estômago, como inibidores da bomba de prótons. Quando há infecção pela bactéria Helicobacter pylori — mais conhecida como H. pylori — é necessário fazer uso de antibióticos. Além disso, ajustes no estilo de vida, como evitar álcool, tabaco, estresse elevado e manter uma dieta equilibrada, são fundamentais para prevenir crises. A gastroenterologista Tabata Cristina Antoniaci, do São Cristovão Saúde, ressalta a importância de ter atenção à dieta. “Um prato balanceado com carboidrato, proteína e legumes já ajuda muito no processo de digestão. Lembrando que a quantidade dos alimentos também influencia. Não se pode comer grandes quantidades no período noturno e nem se deitar após as refeições”, afirma. Esofagite A esofagite é a inflamação da mucosa do esôfago, geralmente causada pelo refluxo gastroesofágico (DRGE), condição em que o ácido do estômago retorna para o esôfago e provoca irritação. Os principai sintomas são: Azia e sensação de queimação atrás do esterno, que piora após as refeições; Dor no peito ou na garganta; Dificuldade ou dor ao engolir; Gosto amargo na boca e mau hálito; Rouquidão e, em alguns casos, tosse persistente. De acordo com o endoscopista digestivo Thiago Souza, diretor do Instituto EndoVitta, de São Paulo, em situações mais severas pode ocorrer sangramento e dificuldade em ingerir alimentos sólidos. “Esses sintomas podem ser bastante incômodos e, por isso, afetar negativamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos”, explica. No caso da esofagite, medidas comportamentais são parte essencial do tratamento: evitar deitar logo após comer, elevar a cabeceira da cama, perder peso e restringir alimentos gordurosos ou irritantes. Medicamentos que controlam a acidez, como omeprazol, também podem fazer parte do tratamento. Nos casos graves ou resistentes, procedimentos cirúrgicos podem ser recomendados. O diagnóstico confirmado de gastrite e esofagite, ainda que em forma menos intensa, exige atenção contínua, uso de medicamentos e acompanhamento médico regular. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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