Depressão materna pode comprometer vínculo com bebê Ouvir 26 de agosto de 2025 A depressão materna compromete como a mãe se relaciona com o bebê, o que pode impactar o desenvolvimento da criança no futuro, conclui um artigo publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, na revista científica Harvard Review of Psychiatry. A falta de pesquisas sobre os impactos da depressão na parentalidade motivou a equipe brasileira a conduzir uma revisão sistemática de todos os artigos sobre o assunto publicados nos últimos dez anos em diversas bases de dados. “Embora a depressão seja muito afetada por fatores socioeconômicos, a maioria das pesquisas são feitas em países ricos, e são estudos transversais, ou seja, que não fazem um acompanhamento a longo prazo”, comenta o psicólogo Tiago Neuenfeld Munhoz, professor da UFPel e um dos autores do artigo. Leia também Saúde Saiba como identificar os sintomas da depressão pós-parto Distrito Federal Solidão e culpa: uma em cada 4 gestantes sofre de depressão pós-parto Saúde Sinais de depressão na gravidez: saiba identificar e buscar ajuda Saúde Especialistas explicam impactos do cansaço materno e como se cuidar De forma geral, a análise revela que os sintomas depressivos na mãe (tristeza, solidão, irritabilidade, sentimento de incapacidade, baixa autoestima, entre outros) são associados a menor envolvimento, comprometimento e prazer ao interagir com o bebê. “Mães com depressão têm dificuldade de se conectar aos filhos, afetando o vínculo com eles. Há menos afetividade, menos sorrisos, menos toque e estímulos”, exemplifica Munhoz. Isso também impacta atividades como contar histórias e passear. “Elas têm menos sensibilidade para identificar possíveis problemas do filho e até dificuldades para organizar a rotina”, diz o psicólogo. Essas mães ainda podem adotar práticas educativas chamadas coercitivas ou punitivas, que incluem a expressão de sentimentos como raiva, tristeza, hostilidade e até agressão física e verbal. Tudo isso pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo da criança. tristeza, solidão, irritabilidade são alguns dos sintomas da depressão Se a mãe manifesta humor deprimido, falta de vontade ou prazer na maior parte do tempo por duas semanas, vale ficar alerta. Por isso, é essencial o acompanhamento adequado no pré-natal, bem como os retornos nas consultas, que acontecem 15 e 40 dias após o parto e depois de três a seis meses do nascimento do bebê. “Muitas passam por altos e baixos emocionais e, até certo ponto, essas flutuações podem ser normais e transitórias. Mas a depressão materna é um problema sério para a mãe e a criança, e o médico obstetra é peça-chave para sua detecção desde o pré-natal até o puerpério”, alerta o ginecologista e obstetra Mariano Tamura, do Einstein Hospital Israelita. É importante avaliar fatores de risco, como histórico de depressão, falta de apoio familiar e se a gravidez foi planejada. “O médico deve perguntar sempre como a mulher se sente emocionalmente, como está seu ânimo, esperança e como tem sido cuidar do bebê. Ouvir atentamente relatos de incapacidade ou sentimento de culpa e observar sinais, como distanciamento e falta de contato ou irritabilidade, choro frequente e discurso negativo”, orienta Tamura. Também é importante que o profissional de saúde dê suporte e consulte com mais frequência se necessário, além de prescrever medicação e encaminhar para psicólogo ou psiquiatra, quando indicado. Além do médico, toda a rede que está em torno da mãe, desde a família até outros profissionais, deve estar atenta a sinais e sintomas que possam indicar uma possível depressão e procurar ajuda, se for o caso. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Saiba alimento muito popular na ceia de Natal que pode causar alergia 19 de dezembro de 2024 As castanhas, com presença garantida nas ceias de fim de ano, são deliciosas e nutritivas, mas também podem ser um risco. As oleaginosas são um dos principais alérgenos alimentares. A nutricionista clínica e funcional Andrea Ferrara, da Clínica Bottura, em São Paulo, explica que as castanhas possuem proteínas específicas que… Read More
Notícias “Lei para vacinação em escolas deve corrigir atrasos”, afirma pediatra 25 de maio de 2024 O Senado Federal aprovou, na terça-feira (21/5), o projeto de lei que cria o Programa Nacional de Vacinação nas Escolas Públicas. Ele visa aumentar a adesão de crianças e adolescentes às campanhas de imunização para contornar a queda das coberturas vacinais. A aprovação do projeto depende ainda da sanção do… Read More
Notícias Apresentador é diagnosticado com nódulo na tireoide ao vivo. Entenda 22 de março de 2024 O apresentador Paulo Mathias tomou um susto, nesta sexta-feira (22/3), ao ser diagnosticado com nódulos na tireoide ao vivo. Ele comandava o programa matinal Chega Mais quando pediu que o especialista Antonio Rahal o examinasse. “Achei aqui um ‘nodulozinho’ nele, fica tranquilo, Paulo”, disse o médico. Os apresentadores tentaram fazer… Read More