Remédios comuns podem aumentar riscos à saúde em dias de calor extremo Ouvir 9 de outubro de 2025 As ondas de calor provocadas pelas mudanças climáticas estão se tornando mais intensas, desafiando até mecanismos que o corpo utiliza para regular a temperatura. No calor, o organismo transpira, aumenta o fluxo sanguíneo para a pele e altera os balanços de fluidos corporais para tentar nos resfriar. Entretanto, alguns medicamentos comumente prescritos para condições crônicas de saúde interferem nesses processos, dificultando a manutenção da temperatura corporal saudável. “Nessas ondas de calor, há um aumento muito grande de mortalidade de pessoas idosas, de pacientes portadores de doenças crônicas e de crianças na primeira infância. São os chamados grupos vulneráveis ao calor extremo”, relata o médico clínico Henrique Grunspun, presidente do Centro de Bioética do Einstein Hospital Israelita. Leia também Ciência Frequência de ciclones aumenta no Sul do país por mudanças climáticas Saúde Saiba quais medicamentos podem afetar sua capacidade de dirigir Saúde UPA, UBS, hospital ou maternidade? Saiba onde buscar socorro médico Ciência Ondas de calor prejudicam relação entre anêmonas e peixes-palhaço As consequências desses episódios podem ser até fatais. “Nas ondas de calor extremo, quando as temperaturas ficam acima de 5°C da média de máximas da região por quatro dias seguidos, há o risco de pacientes do grupo vulneral sofrerem hipertermia. Isso ocorre quando a temperatura corporal fica acima de 40 graus e aumenta o risco de desenvolver um colapso neurocirculatório por calor. Essa condição é muito grave e de alta mortalidade”, completa Grunspun. Medicamentos que elevam a vulnerabilidade A lista de fármacos que prejudicam a termorregulação inclui diversas medicações. Entre elas estão os remédios diuréticos, muito usados no tratamento da pressão alta e de problemas no rim, mas que podem aumentar a sensibilidade a altas temperaturas. “Em períodos de muito calor, quando o corpo já está perdendo líquidos pelo suor, esses medicamentos podem causar queda de pressão e até desmaios”, explica a farmacêutica sanitarista Maria Fernanda Barros, assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA). Já os medicamentos para controlar a pressão arterial, usados para tratar várias condições cardíacas, podem causar a redução da sensação de sede, tornando os pacientes mais propensos à desidratação. Eles ainda reduzem a capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos, prejudicando a capacidade do corpo de dissipar calor. Pessoas que sofrem com diabetes também podem ter problemas em dias muito quentes. A metformina e os inibidores SGLT2 geram mais risco de desidratação por aumentarem a perda de líquidos do corpo, tornando os sintomas precoces da hipertermia mais difíceis de detectar. Além disso, o aumento de temperatura afeta a eficácia da insulina, o que pode comprometer o tratamento, se não for bem acondicionada. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Mortalidade materna cai ao nível pré-pandemia, mas segue longe da meta 1 de abril de 2024 A taxa de mortalidade materna no Brasil voltou aos patamares pré-pandemia: após atingir a taxa de 117 mortes por 100 mil nascidos vivos em 2021, ela voltou a 57 – índice similar ao ano de 2019, segundo dados que acabam de ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística… Read More
Nestlé recolhe fórmulas infantis na Europa por risco de toxina 6 de janeiro de 2026 Nestlé anuncia recolhimento preventivo de fórmulas infantis após identificar possível falha em ingrediente usado na produção Read More
Notícias Saiba sintoma nos olhos que indica excesso de açúcar no sangue 10 de agosto de 2024 Se você tem percebido mais dificuldade de enxergar recentemente, é bom ter atenção não só ao grau dos seus óculos, mas também aos níveis de açúcar no sangue. Um dos principais sintomas da hiperglicemia aparece primeiro nos olhos. A visão que se torna subitamente turva ou embaçada pode revelar um… Read More