Estudo: gordura invisível no fígado afeta as artérias silenciosamente Ouvir 20 de outubro de 2025 Mesmo em pessoas aparentemente saudáveis, a gordura oculta no abdômen e no fígado pode afetar silenciosamente a saúde das artérias. É o que revela um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá. Os resultados foram publicados na revista Communications Medicine, na última sexta-feira (17/10), Para os autores da pesquisa, as descobertas demonstram a importância de uma abordagem médica mais abrangente, além do uso do índice de massa corporal (IMC) como avaliadora da obesidade. O risco de pessoas com acúmulo de gordura visceral (a que fica em volta dos órgãos internos) e hepática (presente no fígado) desenvolverem diabetes tipo 2 já era conhecido. Porém, os efeitos nas artérias são achados mais recentes e acendem um alerta para o risco de doenças cardiovasculares. “Este estudo mostra que, mesmo após levar em conta fatores de risco cardiovascular tradicionais, como colesterol e pressão arterial, a gordura visceral e hepática ainda contribuem para danos às artérias. As descobertas são um alerta para os médicos e para o público em geral”, ressalta o coautor principal do estudo, Russell de Souza, professor da Universidade McMaster, em comunicado. Leia também Saúde Esteatose: o que é a gordura no fígado, quais os riscos e como tratar Saúde Manjericão e orégano ajudam a evitar danos às artérias, indica estudo Claudia Meireles Alimento comum reduz o colesterol e limpa as artérias, segundo Harvard Vida & Estilo Saiba quais são as 3 melhores frutas para “limpar” artérias e veias Danos silenciosos nas artérias Ao avaliar mais de 33 mil adultos canadenses e britânicos, os pesquisadores identificaram que tanto a gordura visceral quando a hepática ocultas estão fortemente ligadas ao endurecimento e obstrução das artérias carótidas do pescoço. Esses vasos sanguíneos são importantes para a distribuição do sangue para o cérebro. Assim, o estreitamento arterial local pode elevar o risco de derrame e ataques cardíacos. Foram utilizados exames de ressonância magnética para medir a distribuição de gordura e investigar a saúde arterial. Os resultados mostraram que a gordura visceral estava mais ligada ao estreitamento e espessamento das carótidas. A gordura hepática também teve associação significativa, porém mais leve. Necessidade de mudanças Mesmo após ajustarem o estilo de vida e fatores metabólicos dos participantes, os resultados se mantiveram os mesmos. Ou seja, os pesquisadores ressaltam a necessidade de avaliar a distribuição de gordura através de exames de imagem e não apenas pelo IMC. Para os cientistas, os resultados são claros: para adultos de meia-idade, mesmo sem peso visível, a gordura oculta pode elevar silenciosamente o risco cardiovascular. “Nem sempre é possível dizer, olhando para alguém se ele tem gordura visceral ou hepática”, conta a autora do artigo, Sonia Anand, professora da Universidade McMaster. “Esse tipo de gordura é metabolicamente ativo e perigoso. Ele está associado à inflamação e aos danos nas artérias, mesmo em pessoas que não estão visivelmente acima do peso. Por isso, é tão importante repensar como avaliamos a obesidade e o risco cardiovascular”, avalia a docente. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
5 dicas para emagrecer de forma eficiente com os treinos 15 de abril de 2025 Emagrecer com saúde não é o mesmo que perder peso rapidamente. Antes de iniciar qualquer dieta ou rotina de exercícios, é essencial buscar orientação profissional, especialmente no caso de condições médicas pré-existentes. Como cada pessoa responde de forma diferente aos estímulos, o ideal é encontrar o tipo de treino que… Read More
Consumir café diariamente pode reduzir o risco de demência, diz estudo 10 de fevereiro de 2026 Pesquisa com 130 mil pessoas indica que o consumo moderado de café ou chá pode estar ligado a menor risco de demência e declínio cognitivo Read More
Notícias Câncer de colo do útero: saiba mitos e verdades sobre a condição 27 de setembro de 2025 Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que, anualmente, cerca de 30 mil mulheres são diagnosticadas com algum tumor ginecológico no Brasil, sendo mais de 16 mil no colo uterino. O câncer de colo do útero é responsável por quase 6,5 mil mortes por ano no país. Leia também… Read More