Doença silenciosa já é a 9ª principal causa de morte no mundo. Entenda Ouvir 9 de novembro de 2025 A doença renal crônica (DRC) se tornou a nona principal causa de morte no mundo, segundo um estudo conduzido pela NYU Langone Health, em parceria com a Universidade de Glasgow e o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington. Publicado na revista The Lancet, na última sexta-feira (7/11), o levantamento aponta que mais de 1,48 milhão de pessoas morreram em 2023 devido à doença, que hoje atinge cerca de 14% da população adulta. O número de casos praticamente dobrou desde 1990, mostrando o avanço de um problema de saúde pública que, muitas vezes, passa despercebido. A DRC ocorre quando os rins perdem gradualmente a capacidade de filtrar o sangue, provocando o acúmulo de impurezas no organismo. É uma condição silenciosa — muitos pacientes não apresentam sintomas até que o dano seja grave. Quando não tratada, pode levar à insuficiência renal, exigir diálise ou transplante, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Leia também Distrito Federal Homem finge doença renal grave para aplicar golpe de R$ 500 mil na ex Brasil Jacarés morrem de doença renal no Bioparque Pantanal, em MS Saúde Doença renal crônica: tratamento endovascular traz mais segurança Saúde Casos de doença renal crônica devem aumentar com avanço da diabetes Os pesquisadores destacam que o envelhecimento da população e o crescimento de doenças como hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade estão entre os principais fatores que impulsionam o aumento dos casos. Outro ponto de alerta é o diagnóstico tardio: em muitos países, especialmente os de baixa e média renda, a DRC é descoberta apenas em estágios avançados, quando o tratamento é mais complexo e caro. De acordo com o estudo, a DRC também contribui para até 12% das mortes por doenças cardíacas. Isso reforça a importância de um acompanhamento regular da saúde renal, com exames simples de sangue e urina que podem detectar alterações precoces. Sintomas e sinais possíveis Fadiga, fraqueza ou cansaço persistente — pela diminuição da função renal e acúmulo de toxinas. Alterações na urina — como mudança na frequência de urinar, urina com aspecto diferente (mais escura, com espuma) ou presença de sangue (hematúria). Inchaço (edema) — especialmente em torno dos tornozelos, pés ou pernas, e eventualmente mãos ou rosto, porque os rins deixam de eliminar bem o excesso de líquidos. Pressão arterial elevada ou difícil de controlar — pois os rins têm papel no controle da pressão arterial. Perda de apetite, náuseas ou vômitos — em estágios mais avançados, com acúmulo de toxinas no organismo. Coceira na pele ou pele seca e alterações no hálito (como cheiro de amônia) — também sinais de acúmulo de resíduos no organismo. Alterações de concentração ou sensação de “embaçamento” mental — em função do comprometimento geral da função renal. Prevenção Especialistas defendem que a prevenção é o caminho mais eficaz: manter pressão e glicose controladas, adotar uma alimentação equilibrada, evitar o consumo excessivo de sal e ultraprocessados e não abusar de medicamentos sem orientação médica são atitudes essenciais para proteger os rins. O alerta é global, mas tem impacto direto no Brasil, onde o aumento dos casos de diabetes, obesidade e hipertensão eleva o risco de problemas renais. Segundo os autores, é preciso investir em políticas públicas de rastreamento e ampliar o acesso a tratamentos como diálise e transplantes, especialmente na rede pública. De acordo com o estudo, a doença renal crônica não deve mais ser vista como uma condição rara ou distante. Ela já figura entre as principais causas de morte do planeta e precisa ser enfrentada com a mesma prioridade dada a outras doenças crônicas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Cientistas desenvolvem interruptor molecular capaz de melhorar memória 25 de dezembro de 2023 Pesquisadores da Universidade Católica do Sacro Cuore, na Itália, desenvolveram uma proteína geneticamente modificada que melhora a memória quando ativada por um medicamento. Os resultados foram publicados em novembro na revista Science Advances. A equipe de pesquisa modificou a proteína LIMK1, que desempenha um papel fundamental na memória, para adicionar… Read More
Confira 7 alimentos que ajudam a aumentar a energia 7 de maio de 2025 Sentir-se constantemente cansado ou com pouca disposição pode ser mais comum do que parece — e, muitas vezes, o que falta é um olhar atento para o que colocamos no prato. Embora o descanso e o gerenciamento do estresse sejam essenciais, a alimentação desempenha um papel decisivo na manutenção da… Read More
Mistério resolvido: entenda por que o gato Garfield é laranja 10 de dezembro de 2024 *O artigo foi escrito pelo investigador científico do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, Lluís Montoliu, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. O famoso gato Garfield, criado pelo quadrinista Jim Davis, em 1978, é de cor laranja. Assim como muitos outros gatos e animais que temos em nossas casas,… Read More