Gordura no fígado: principais sintomas que indicam a doença silenciosa Ouvir 17 de dezembro de 2025 A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição comum e que, na maioria das vezes, não causa sintomas no início. Justamente por isso, muitas pessoas só descobrem o problema ao fazer exames de rotina ou quando a doença já está em um estágio mais avançado. Mesmo sem sinais claros, o fígado pode estar sendo prejudicado aos poucos. Leia também Saúde Endocrinologista explica como o Wegovy pode reduzir gordura no fígado Saúde Gordura no fígado: endocrinologista conta se jejum intermitente ajuda Saúde Hepatologistas contam os piores alimentos que causam gordura no fígado Saúde Gordura no fígado: endocrinologista diz qual é o melhor tratamento Segundo a endocrinologista Marília Bortolotto, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o fato de a doença ser silenciosa não significa que ela seja inofensiva. “A gordura no fígado pode evoluir sem causar sintomas por muito tempo. Quando a inflamação aparece, o órgão já pode estar comprometido”, explica a especialista ao Metrópoles. Com o avanço da condição, o corpo começa a dar alguns alertas. Estes sinais, porém, costumam ser confundidos com cansaço, estresse ou má alimentação, o que pode atrasar a busca por ajuda médica. Sintomas de gordura no fígado No estágio inicial, a gordura no fígado geralmente não provoca sintomas. Com o tempo, no entanto, podem surgir sinais como: Dor abdominal, principalmente no lado superior direito da barriga, onde fica o fígado. Cansaço e sensação constante de fraqueza. Diminuição do apetite. Aumento do fígado, identificado em exames. Inchaço abdominal. Dor de cabeça frequente. Dificuldade para perder peso. De acordo com o médico Marcos Pontes, da Clínica Evoluccy, em Brasília, esses sintomas merecem atenção, especialmente quando persistem. “O fígado aguenta muito antes de dar sinais. Por isso, quando surgem queixas como dor do lado direito da barriga e cansaço contínuo, é importante investigar”, afirma o especialista. A gordura no fígado costuma estar associada a outras condições de saúde, como sobrepeso, obesidade, diabetes tipo 2, colesterol alto e pressão elevada. Quando não tratada, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como inflamação do fígado, fibrose, cirrose e até câncer hepático. Gordura no fígado 4 imagensFechar modal.1 de 4 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images2 de 4 A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial Magicmine/Getty Images3 de 4 Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4 No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome Magicmine/Getty Images Para Marília Bortolotto, identificar o problema cedo é fundamental. “Na maioria dos casos, mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, perda de peso e atividade física regular, ajudam a controlar e até reverter a gordura no fígado”, destaca. O diagnóstico é feito com exames de sangue e de imagem, como a ultrassonografia. O acompanhamento médico permite avaliar a gravidade da condição e evitar complicações no futuro. Mesmo sendo uma doença silenciosa no começo, a gordura no fígado não deve ser ignorada. Prestar atenção aos sinais do corpo e adotar hábitos mais saudáveis são atitudes essenciais para proteger o fígado e a saúde como um todo. Notícias
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