Neurologistas listam 4 hábitos que ajudam a reduzir o risco de AVC Ouvir 18 de dezembro de 2025 O acidente vascular cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, interrompendo a circulação em áreas essenciais. Mais comum entre homens, o derrame está entre as principais causas de morte, incapacidade e internações no mundo e, apenas em 2025, provocou uma morte a cada sete minutos no Brasil. Diante desse cenário, especialistas ouvidos pelo Metrópoles reforçam que a prevenção começa no dia a dia, com hábitos capazes de proteger o coração e o cérebro ao mesmo tempo. Confira: 1 – Controlar doenças que afetam a circulação Manter sob controle condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto é uma das estratégias mais importantes para prevenir o AVC. Essas doenças, quando mal cuidadas, provocam desgaste progressivo das artérias e aumentam tanto o risco de entupimento quanto de rompimento dos vasos cerebrais. Consultas regulares ao médico especialista e adesão ao tratamento ajudam a evitar complicações silenciosas ao longo dos anos. “Quando tratamos corretamente hipertensão, diabetes e colesterol, diminuímos de forma expressiva o desgaste dos vasos cerebrais ao longo dos anos, evitando tanto o entupimento quanto o rompimento das artérias”, explica o neurologista Bruno Diógenes Iepsen, porta-voz da Associação Brasileira de Alzheimer. 2 – Alimentação equilibrada A alimentação exerce papel central na proteção dos vasos sanguíneos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes e fibras, associadas à redução do consumo de sal e ultraprocessados, ajudam a manter a glicose e o colesterol em níveis adequados. Esse cuidado reduz a formação de placas de gordura nas artérias, um dos principais gatilhos do AVC isquêmico. 3 – Manter uma rotina ativa A prática regular de atividade física também é essencial. Pelo menos 150 minutos de exercícios por semana contribuem para estabilizar a pressão arterial, controlar o peso e melhorar o funcionamento do coração, além de favorecer o controle metabólico como um todo. “O hábito de se exercitar regularmente contribui para prevenir doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e condições inflamatórias, além de melhorar a qualidade do sono”, explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola. Leia também Saúde Cardiologista ensina como saber se você está tendo um AVC Claudia Meireles Neurocirurgião cita as bebidas mais prejudiciais para o risco de AVC Saúde Médicos explicam relação entre AVC e infarto. Veja os sinais de alerta Claudia Meireles Neurocirurgião vascular aponta o principal fator de risco para o AVC 4 – Gerenciar o estresse O estresse crônico e noites mal dormidas tendem a elevar a pressão arterial, desregular hormônios e dificultar a manutenção de uma rotina saudável. Cuidar da saúde mental também é parte da prevenção e contribui para a adesão a tratamentos e hábitos de longo prazo. 10 imagensFechar modal.1 de 10 O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro Agência Brasil 2 de 10 O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico Pixabay 3 de 10 Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala Pixabay 4 de 10 O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas Pixabay 5 de 10 Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas Pixabay6 de 10 Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar Pixabay7 de 10 Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC Pixabay 8 de 10 Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes Pixabay 9 de 10 Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC Pixabay 10 de 10 Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados Pixabay Sinais de AVC que exigem atendimento imediato Mesmo com prevenção, reconhecer rapidamente os sintomas é fundamental. O AVC costuma se manifestar de forma súbita e qualquer atraso no atendimento pode resultar em sequelas permanentes. Entre os sinais mais comuns estão alteração na simetria do rosto, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender palavras, visão dupla, perda repentina de parte do campo visual e tontura intensa sem causa aparente. “Muita gente tenta esperar para ver se o sintoma melhora, mas esse intervalo pode custar funções importantes do cérebro. O ideal é acionar o serviço de emergência assim que qualquer sinal aparecer”, afirma o neurologista e neuroimunologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas. Notícias
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