Adeus, proteínas! As fibras são o novo nutriente no hype Ouvir 27 de janeiro de 2026 Se antes a estrela da alimentação era a proteína, agora o foco mudou. As fibras estão vivendo seu momento de fama e aparecem como a próxima grande tendência da nutrição. O assunto ganhou força principalmente entre os mais jovens, que passaram a olhar com mais atenção para a saúde do intestino. Nas redes sociais, esse movimento ganhou até nome: fibermaxxing, algo como “maximizar o consumo de fibras”. A ideia é simples. Comer mais fibras para melhorar a digestão, o bem-estar e até a aparência da pele. Intestino saudável virou sinônimo de saúde A popularidade das fibras não surgiu do nada. Nos últimos anos, o debate sobre saúde intestinal cresceu bastante. Hoje, já se sabe que o intestino vai muito além da digestão. Ele está ligado ao sistema imunológico, à função cognitiva e até ao humor. Entre os mais jovens, especialmente a geração Z, a relação entre intestino saudável, energia, pele bonita e foco mental ficou mais clara. Isso ajudou a colocar as fibras no centro das atenções. Das redes sociais para o carrinho de compras O movimento começou no TikTok, mas rapidamente saiu das telas. Supermercados e marcas de alimentos passaram a investir em produtos ricos em fibras. Barrinhas, snacks, bebidas e até refrigerantes começaram a estampar no rótulo expressões como “alto teor de fibras” ou “amigo do intestino”. A lógica é clara. Se o consumidor quer fibras, a indústria responde com opções prontas para o dia a dia. Fibras seguem o caminho de outras tendências A ascensão das fibras lembra o que aconteceu com outros movimentos recentes da alimentação. Primeiro veio a onda da hidratação, com bebidas funcionais e isotônicos mais elaborados. Depois, a explosão das proteínas, que ainda segue forte. Agora, as fibras aparecem como o “próximo passo natural”. Elas complementam essas tendências e atendem a uma demanda real do organismo. O papel das fibras no controle do apetite Um dos motivos para o crescimento do interesse pelas fibras está ligado ao controle da fome. As fibras ajudam a prolongar a sensação de saciedade. Elas retardam a digestão e evitam picos rápidos de açúcar no sangue. Além disso, estudos mostram que o consumo adequado de fibras estimula a liberação natural de hormônios ligados à saciedade, os mesmos associados a medicamentos modernos para perda de peso. Mercado reage rápido à nova demanda Grandes empresas do setor alimentício já perceberam o movimento. Produtos tradicionais estão sendo reformulados para incluir mais fibras. Snacks feitos à base de leguminosas, grãos integrais e feijões começam a disputar espaço nas prateleiras. A promessa é unir praticidade, sabor e benefícios digestivos. O desafio, porém, é claro: oferecer alimentos ricos em fibras sem perder o sabor. Afinal, ninguém quer fazer “sacrifício” toda vez que vai comer. O consumidor quer saúde, mas não abre mão do gosto Apesar da preocupação crescente com alimentação saudável, o sabor continua sendo decisivo. Muita gente aceita pagar um pouco mais por produtos com mais fibras, desde que o gosto agrade. Quando isso não acontece, o produto dificilmente se mantém no carrinho. Por isso, marcas próprias de supermercados também entraram no jogo. Elas oferecem versões com fibras adicionadas, mas a preços mais acessíveis. Mas afinal, estamos consumindo fibras suficientes? Aqui entra um ponto importante. Apesar de toda a empolgação, a maioria das pessoas ainda consome menos fibras do que deveria. A recomendação média é de cerca de 25 gramas por dia para mulheres e 30 a 35 gramas para homens adultos. Na prática, grande parte da população fica bem abaixo disso. Esse déficit ajuda a explicar por que o tema ganhou tanta relevância nos últimos anos. Alimentos industrializados ajudam, mas não resolvem tudo Os produtos ricos em fibras vendidos prontos podem ser aliados. Eles facilitam a rotina e ajudam a aumentar o consumo diário. Mesmo assim, especialistas alertam que eles não devem ser a principal fonte de fibras. Muitos desses produtos ainda são ultraprocessados e contêm aditivos. A base da alimentação rica em fibras continua sendo simples: frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas. O básico ainda funciona melhor Uma regra prática ajuda a entender o papel das fibras na alimentação. Quanto mais natural o alimento, maior a chance de ele ser rico em fibras. Vegetais, folhas, feijões, lentilhas, aveia e frutas com casca oferecem fibras de forma natural e eficiente. O curioso é que muitos desses alimentos nem precisam de rótulo. Eles estão frescos na feira ou na seção de hortifruti do mercado. Como aumentar o consumo de fibras no dia a dia Não é preciso fazer mudanças radicais. Pequenos ajustes já trazem resultados: Trocar pão branco por integral. Incluir legumes no almoço e no jantar. Comer frutas com casca sempre que possível. Usar feijão, lentilha ou grão-de-bico com mais frequência. Acrescentar aveia, chia ou linhaça em iogurtes e vitaminas. Essas escolhas ajudam o intestino a funcionar melhor e aumentam a saciedade ao longo do dia. Cuidado com o excesso e a pressa Apesar dos benefícios, exagerar nas fibras de uma hora para outra pode causar desconforto. Gases, inchaço e alteração do trânsito intestinal são comuns quando o aumento é brusco. O ideal é elevar o consumo aos poucos e beber bastante água. O equilíbrio continua sendo a melhor estratégia. Fibras não são moda passageira Diferente de dietas restritivas ou modismos alimentares, as fibras têm respaldo científico sólido. Elas ajudam na digestão, no controle do peso, na saúde do coração e no funcionamento do intestino. Não é tendência vazia. É necessidade real. Por isso, tudo indica que as fibras vieram para ficar. Depois da proteína, é a vez das fibras A alimentação segue evoluindo. Depois da obsessão por proteína, as fibras assumem o protagonismo. Elas atendem a uma demanda real do corpo e se conectam com um olhar mais amplo sobre saúde e bem-estar. Se a moda vai passar? Talvez o hype diminua. Mas a importância das fibras, essa sim, permanece – com ou sem hashtag. Dieta
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