Como evitar erros na compra de remédios? Caso do DF acende alerta Ouvir 19 de janeiro de 2024 Uma família do DF conseguiu na Justiça uma indenização de R$ 18 mil por ter recebido um medicamento trocado durante a compra na farmácia. A criança foi medicada com o remédio errado por quase um mês, gerando efeitos colaterais adversos como vômitos e crises nervosas. A criança, que está no espectro autista, recebeu do médico a receita de 10 mg de Medato, um remédio usado para controle da hiperatividade. Entretanto, a família recebeu uma caixa com 10 mg de Mydetom, um remédio para dor crônica e para terapia de desintoxicação em pessoas viciadas em narcóticos. A medicação foi administrada porque os familiares não perceberam a troca. Leia também Distrito Federal Drogaria é condenada a indenizar família por venda de remédio errado Saúde Estudo aponta remédios mais vendidos no país; disfunção erétil lidera Guilherme Amado Venda de remédios genéricos em farmácias cresce 5,3% em relação a 2022 Brasil Farmácias do SUS serão obrigadas a divulgar estoque de remédios O caso acendeu um alerta sobre os cuidados necessários durante a venda de medicamentos. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) sempre alerta aos pacientes que confiram os medicamentos após comprá-los. Entretanto, o CFF admite que vários erros podem ocorrer nas vendas e na armazenagem de medicamentos, e alguns deles podem ser provocados pela dificuldade dos farmacêuticos de ler a prescrição caso as receitas sejam manuscritas. Pacientes são orientados a conferir as embalagens dos medicamentos assim que os compram Erros de interpretação Um estudo de 2016 publicado pela Infarma apontou que, em um mês de observações em uma farmácia brasileira, ocorreram 426 erros de interpretação de receitas. Cerca de 68% das receitas usadas para comprar medicamentos eram ilegíveis; 40% não indicavam as doses recomendadas e 84% usavam abreviaturas fora do padrão. “Os farmacêuticos tem o direito de, ao perceber dificuldades na leitura de uma receita, barrá-la pelos riscos que uma interpretação errônea pode causar”, destaca o diretor secretário-geral do CFF, Gustavo Pires. Além disso, nos casos em que há uma troca proposital dos remédios, os farmacêuticos são obrigados a se comunicar com os médicos e informar aos pacientes que a medicação está sendo trocada (o que não vale para genéricos, já que se trata do mesmo princípio ativo). Cuidados na hora da compra de remédios Aos usuários, o CFF orienta alguns cuidados para evitar serem vítimas de trocas na compra de medicamentos. O primeiro é checar a embalagem: se o nome do remédio condiz com o da receita, se a embalagem está intacta e se a validade está correta. Além disso, o conselho recomenda que as pessoas não tenham vergonha de fazer perguntas e ao farmacêutico sobre os medicamentos, solicitando orientações mais precisas. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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