Veneno de cascavel pode ajudar em tratamentos de câncer Ouvir 27 de março de 2024 Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) conduziram um estudo no Instituto Butantan que apontou a atuação de uma das toxinas presentes no veneno de cascavel, a crotoxina, como efeito modulador no sistema imune em casos de câncer. Entenda: Um estudo conduzido no Instituto Butantan por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) indica que a crotoxina, presente no veneno de cascavel, pode ajudar a combater casos de câncer; A equipe realizou experimentos em dois grupos de camundongos – um deles recebeu uma aplicação de células tumorais e três tratamentos diferentes, dois deles contendo a crotoxina; o outro recebeu os mesmos tratamentos, mas nenhuma aplicação de tumor; Os camundongos que receberam os tratamentos com a toxina apresentaram uma prevalência dos macrófagos M1 – pró-inflamatórios que inibem o desenvolvimento de tumores -, e a diminuição dos macrófagos M2 – que favorecem o tumor; A pesquisa foi publicada na revista Toxins. Ilustração clinicamente precisa de uma célula cancerosa. (Imagem: SciePro/Shutterstock) O estudo publicado na revista Toxins indica que a ação da crotoxina sobre as células de defesa do organismo pode representar mudanças no futuro da imunoterapia, que utiliza substâncias e realiza alterações nas células do sistema imune para facilitar o combate a tumores. Leia mais: Composto natural pode atrasar o envelhecimento; entenda Entenda como fracasso na criação de antídoto para veneno de cobra pode ser algo bom Startup quer usar camundongos para cultivar cabelos para implantes Toxina de cascavel pode inibir o desenvolvimento de câncer No estudo, a equipe acompanhou dois grupos de camundongos ao longo de treze dias. Um dos grupos recebeu uma aplicação de células de tumor ascítico – que se desenvolve na região abdominal – e foi dividido em três tratamentos: uma solução salina, uma dose de 0,9 micrograma de crotoxina e uma dose de 5 microgramas da toxina. Células tumorais de camundongos que receberam dose de 0,9 micrograma de crotoxina; setas indicam processo de morte celular. (Imagem: Camila Lima Neves / Instituto Butantan) O segundo grupo não recebeu aplicação das células tumorais, mas também teve acesso aos três tratamentos para demonstrar o efeito da toxina em organismos livres de câncer. Como resultado, a crotoxina nos animais portadores do tumor ocasionou a prevalência dos macrófagos M1 – pró-inflamatórios que inibem o desenvolvimento de tumores -, e a diminuição dos macrófagos M2 – que favorecem o tumor. “Estamos estudando formas e combinações estruturais da crotoxina para encontrar uma que seja menos tóxica e mais efetiva no seu efeito imunomodulador e antitumoral. Mas é possível que outras estruturas da molécula crotoxina, inclusive já conhecidas, possam realizar a mesma ação ou potencializar seu efeito”, completa Sandra Coccuzzo Sampaio, pesquisadora do Instituto Butantan e coordenadora do estudo, à Agência FAPESP. O post Veneno de cascavel pode ajudar em tratamentos de câncer apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
Já comeu palito de dente frito? Coreia alerta para riscos da trend 25 de janeiro de 2024 “Palito de dente não é para comer”. O alerta do Ministério da Segurança Alimentar da Coreia do Sul parece saído de um mundo de fantasia, mas aconteceu na realidade. Nessa quarta-feira (24/1), o governo do país asiático pediu que a população pare de fritar os itens para comer, como tem… Read More
Notícias Câncer de apêndice cresce entre jovens e alarma cientistas 20 de junho de 2025 Um aumento na incidência de um dos tipos mais raros de câncer tem intrigado os cientistas. O alerta partiu de um novo estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, onde consta que o número de casos de câncer de apêndice, cuja incidência geralmente se limita a adultos mais velhos,… Read More
Millennials e geração X têm mais risco de 17 cânceres que boomers 8 de agosto de 2024 Nos últimos anos, tem aumentado muito o número de casos de câncer na população mundial. Estima-se que, em 2050, 35 milhões de pessoas terão a doença, um aumento de 77% em relação a 2022. Um novo estudo publicado na edição de agosto da revista científica The Lancet Publich Health mostra… Read More