Harvard: azeite pode reduzir risco de morte relacionada à demência Ouvir 28 de maio de 2024 Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que a simples adição de uma colher de azeite à dieta diária pode proporcionar benefícios à saúde, como proteção contra a demência. O azeite é uma ótima alternativa de “gordura boa” para o preparo dos pratos. Além de ser saboroso, o óleo é bastante versátil, podendo ser utilizado em saladas, grãos, legumes, peixes e carnes. “Normalmente, as pessoas que usam azeite para cozinhar ou como tempero têm uma melhor qualidade geral da dieta”, diz a nutricionista Anne-Julie Tessier, da Universidade de Harvard, ao site Healthline. Leia também Gastronomia Azeite brasileiro é considerado o melhor do mundo em prêmio italiano Saúde Consumir azeite de oliva pode melhorar a saúde do cérebro, diz estudo Nutrição Azeite engorda ou é bom para a dieta? Tire a dúvida e aprenda a usar Vitrine M Azeite: conheça os diversos tipos e como usá-lo do jeito certo Consumo de azeite diminuiu probabilidade de morte O trabalho, publicado na revista científica JAMA Network Open em 6 de maio, combinou os resultados de pesquisas feitas com enfermeiros e profissionais de saúde realizadas nas décadas de 1970 e 1980. Todos estavam livres de doenças cardíacas e câncer em 1990, quando os questionários introduziram pela primeira vez as perguntas sobre o consumo de azeite. Nos anos que se seguiram, 4.751 dos 92.383 participantes morreram de causas relacionadas com a demência. O estudo descobriu que os adultos que consumiam regularmente mais de 7 g de azeite por dia (cerca de meia colher de sopa) tinham 28% menos probabilidade de morrer de doenças relacionadas com a demência em comparação com aqueles que nunca ou raramente consumiam o óleo. “O azeite pode exercer efeitos anti-inflamatórios e neuroprotetores devido ao seu alto teor de ácidos graxos monoinsaturados e outros compostos com propriedades antioxidantes, como vitamina E e polifenóis”, explica Tessier no artigo publicado. A demência não é uma causa direta de morte, mas pode levar a complicações graves que contribuem para o óbito. Por exemplo, pessoas com demência têm maior probabilidade de sofrer quedas, desenvolver infecções respiratórias, enfrentar desnutrição e apresentar problemas cardíacos. Além disso, a doença degenerativa pode comprometer a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma, aumentando o risco de complicações de saúde não tratadas que podem resultar em morte. O azeite e as demências Pesquisas feitas com animais indicam que certos tipos de gorduras, como os ácidos graxos monoinsaturados presentes no azeite, podem oferecer benefícios protetores à saúde. Além disso, os polifenóis podem prevenir a formação das placas amiloides associadas ao Alzheimer. Os participantes do estudo americano eram predominantemente brancos e com alto nível de educação, o que limita a generalização dos resultados para diferentes populações. Além disso, devido à natureza observacional da pesquisa, os cientistas não podem estabelecer uma relação direta entre os resultados e o consumo de azeite. No entanto, pesquisas anteriores também indicaram que indivíduos que consomem regularmente azeite têm um risco aproximadamente 30% menor de morrer de doenças neurodegenerativas. Com o aumento contínuo das taxas de demência em todo o mundo, medidas preventivas, como a adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos e mentais representam a melhor estratégia para mitigar as doenças. O azeite provavelmente desempenha um papel crucial nos resultados consistentemente positivos para a saúde associados à dieta mediterrânea. No entanto, nem todos têm igual acesso a uma dieta completa: por isso, entender quais componentes dela têm o maior impacto na saúde pode ser fundamental para ajudar as populações mais vulneráveis a melhorar seu bem-estar. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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