Cientistas listam 14 atitudes de saúde para evitar a demência Ouvir 1 de agosto de 2024 A demência é caracterizada por uma diminuição lenta e progressiva da função cerebral, afetando a memória, a capacidade cognitiva e a autonomia do indivíduo. No entanto, de acordo com um relatório divulgado na última quarta-feira (31/7), metade dos casos de demência pode ser evitados se as pessoas seguirem hábitos de saúde simples e os responsáveis por políticas públicas tomarem algumas decisões. A revisão foi realizado por uma comissão de especialistas e publicada na revista científica The Lancet. O estudo dá sequência a um outro de 2020, que listou 12 fatores associados ao problema e enfatizou a importância da prevenção. A atualização adiciona mais dois fatores de risco para quadros demenciais: a perda de visão e o colesterol alto. “Nosso relatório revela que há muito mais que pode e deve ser feito para reduzir o risco de demência. Nunca é muito cedo ou muito tarde para agir”, destacou Gill Livingston, autora principal, em comunicado. Leia também Saúde Entenda estudo que associa uso de medicamentos para dormir à demência Saúde Pessoas com ansiedade correm maior risco de ter demência, diz estudo Saúde Vacina contra herpes-zóster pode reduzir risco de demência, diz estudo Saúde Comida japonesa previne envelhecimento cerebral e demência, diz estudo Os 14 fatores de risco para demências apontados pelos pesquisadores são: baixo nível educacional; colesterol alto; consumo excessivo de álcool; depressão; diabetes; falta de atividade física; falta de contato social; hipertensão; lesões graves na cabeça; obesidade; perda de audição; perda de visão; poluição do ar; tabagismo. Em comunicado à imprensa, o neurologista Masud Husain, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirmou que se concentrar nos fatores de risco é “é muito mais econômico do que desenvolver tratamentos de alta tecnologia que até agora têm sido decepcionantes em seus impactos em pessoas com demência estabelecida”. O grupo de pesquisadores sugere diferentes recomendações que vão desde as pessoais – como usar capacete ao andar de bicicleta até as governamentais, como melhorar o acesso à educação e combater a poluição. “É vital que, como sociedade, desenvolvamos medidas para manter o cérebro das pessoas o mais saudável possível, principalmente porque a demência é agora a principal causa de morte”, disse o professor Charles Marshall, da Queen Mary University de Londres em entrevista ao The Sun. A diretora executiva de pesquisa na Alzheimer’s Research UK Susan Kohlhaas afirmou que a demência não precisa fazer parte do envelhecimento. Também destacou que encontrar maneiras para preveni-la é crucial. “Muitos desses fatores são coisas sobre as quais nós podemos evitar no plano individual, como fumar, mas outros, como a poluição do ar e a educação infantil, vão além do que podemos fazer e enfrentá-las exigirá mudanças estruturais na sociedade para dar a todos a melhor chance de uma vida saudável”, observou Susan. As 14 recomendações estabelecidas para evitar a demência pela Comissão Lancet 2024 são: Boa educação e estimulação mental na vida adulta; Aparelhos auditivos para perda auditiva; Tratamento para depressão; Proteção da cabeça em esportes de contato; Exercícios regulares; Não fumar; Reduzir a pressão arterial elevada; Reduzir o colesterol alto; Mantenha um peso corporal saudável; Reduzir o alto consumo de álcool; Evitar o isolamento social na velhice; Testes e óculos para perda de visão; Prevenir diabetes; Reduzir a poluição do ar. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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