Risco de AVC aumenta na menopausa. Saiba o que fazer para prevenir Ouvir 25 de setembro de 2024 As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte de homens e mulheres em todo o mundo. Para as mulheres, o risco aumenta após a menopausa, quando a produção do hormônio estrogênio cai, elevando as chances de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto, por exemplo. Cuidar da saúde do coração desde a juventude, com hábitos de vida saudáveis, é apontado por médicos como uma estratégia fundamental para minimizar o risco de doenças cardiovasculares na menopausa. Estudos sugerem que esse cuidado seja iniciado ainda na adolescência, quando começam as variações hormonais femininas. No Brasil, a idade média da primeira menstruação é aos 12,4 anos. Dados apresentados na nova Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa mostram que a idade da menarca, especialmente a precoce (antes dos 12 anos), pode influenciar no risco cardiovascular. “É quando a mulher passa a ser plenamente capacitada para ficar grávida. Se ela se cuidar desde então, estará se preparando para passar pela menopausa com mais saúde”, esclarece a médica Gláucia Maria Moraes De Oliveira, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).c). Leia também Saúde Médicos lançam novas diretrizes para reposição hormonal. Entenda Claudia Meireles Três alimentos que mulheres na menopausa podem incluir na dieta Saúde Médicos recomendam o que fazer para aliviar sintomas da menopausa Saúde Além dos fogachos: 5 sinais menos conhecidos que antecedem a menopausa Maior risco cardiovascular na menopausa A menopausa marca o fim do período reprodutivo da mulher, com a interrupção das menstruações ocorrendo entre os 45 e os 55 anos. Nessa fase, ocorre a queda da produção do hormônio estrogênio que, até então, tinha como uma das funções proteger o coração. Por isso, quando o estrogênio cai, o risco de doenças cardíacas como AVC e infarto aumentam. “A mulher tem fatores de risco tradicionais comuns aos homens para doenças do coração, como hipertensão, dislipidemia, tabagismo e obesidade. O problema é que as consequências de todos eles são maiores para elas”, afirma Oliveira. De acordo com a médica, as mulheres que fumam têm um risco 15% maior de ter doença isquêmica em comparação com homens tabagistas. Além dos fatores de risco tradicionais, as mulheres ainda precisam lidar com fatores de risco cardiovascular adicionais, como a menarca precoce, síndrome dos ovários policísticos, menopausa precoce e uso de contraceptivos hormonais. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5 A menopausa é caracteizada pelo desquilíbrio hormonal no organismo das mulheres Getty Images 2 de 5 Média de idade da mulher entrar na menopausa no Brasil é 48 anos; somente metade delas faz tratamento BSIP/UIG/Getty Images 3 de 5 A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher Getty Images 4 de 5 O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa Getty Images 5 de 5 Perda de volume e olheiras também são sinais clássicos do envelhecimento cutâneo Reprodução Prevenção de doenças cardíacas na menopausa A prevenção de problemas no coração na menopausa, ainda na juventude, é feita principalmente com mudanças do estilo de vida, como: Prática de atividade física regular O ideal é praticar no mínimo 150 minutos de atividade física moderada por semana. De acordo com a nutróloga Jennifer Emerick, especialista em reposição hormonal, a atividade física controla os níveis de colesterol — aumentando o HDL (conhecido como HDL) e reduzindo o ruim (LDL) — e de triglicerídeos. “O corpo foi feito para se mexer. A melhor atividade física é aquela que o paciente gosta e vai se comprometer em fazer”, esclarece a nutróloga Jennifer Emerick, especialista em reposição hormonal. Alimentação Ter uma alimentação rica em fibras, vegetais e frutas é essencial para reduzir a inflamação do corpo e proteger o coração. “A alimentação é ainda mais importante do que a atividade física. A partir do momento que comemos alimentos ricos em fibras, vegetais, peixes, nozes, sementes e alimentos com muito ômega 3, eles ajudam a reduzir a inflamação das artérias, protegendo o nosso coração”, explica a nutróloga. De acordo com a médica, esses alimentos diminuem os triglicerídeos, as partículas de gordura que entopem as artérias, gerando as placas de ateroma que, quando fecham artérias, levam ao infarto. Controle do peso A obesidade está relacionada à maioria das doenças crônicas do adulto e também às doenças cardiovasculares como infarto e AVC, aponta Emerick. Não fumar O cigarro é um dos maiores vilões para a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Não fumar ou parar de fumar reduz significativamente o risco de infarto e de AVC, além de melhorar a qualidade de vida como um todo. Evitar bebidas alcóolicas O álcool inflama o corpo e está associado a doenças do coração. Por isso, assim como o cigarro, ele deve ser evitado. Controlar o estresse O estresse crônico pode levar ao aumento da pressão arterial e prejudicar a saúde do coração. Praticar técnicas como meditação e yoga desde jovem ajuda a reduzir os níveis de estresse, promovendo uma sensação de bem-estar para o corpo todo. 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