“Aparência da comida me assusta”, diz jovem com transtorno alimentar Ouvir 6 de novembro de 2023 Um transtorno raro faz com que a canadense Sara Barnes, 22 anos, viva à base de alimentos de cor bege e de textura simples desde a infância. O cardápio diário dela é formado essencialmente por pão, alguns tipos de carne branca, macarrão com queijo e iogurte natural. “Fico assustada com a aparência das comidas porque posso imaginar como será a textura na minha boca e imediatamente sei que não posso comê-las. Tenho muito medo de vomitar depois de engolir alguma coisa por causa da textura”, afirma em um vídeo do TikTok. Na publicação, a canadense aparece tentando comer uma linguiça, mas se recusa por medo de engasgar. A jovem de Ontário, no Canadá, foi diagnosticada há três anos, por um psiquiatra, com transtorno alimentar restritivo evitativo (Tare). Leia também Saúde Menino que só comia alimentos beges é curado por hipnose, diz mãe Saúde Transtorno leva mulher a só comer chocolates: “Odeio ser assim” Saúde Hipnose resolve caso de menino que só comia chocolate e batata frita Saúde Compulsão alimentar fez influencer engordar 15kg; entenda transtorno Medo da textura das comidas O Tare é uma condição relacionada à sensibilidade em relação às características dos alimentos: textura, cor, sabor, aparência e cheiro. A restrição alimentar pode levar os pacientes a sofrerem prejuízos no desenvolvimento físico, cognitivo e psíquico. Ele é mais comum na infância e na adolescência e tende a perder força ao longo da vida — contudo, pode persistir até a idade adulta. Diferentemente da anorexia ou bulimia, o Tare não está relacionado a como o alimento pode mudar a imagem corporal do paciente, mas sim à aversão por determinadas comidas. Alimentos como arroz doce, carne vermelha ou asa de frango são absolutamente proibidos nas refeições de Sara devido à textura fibrosa ou por conter gordura. “Também fico assustada com comidas como pimentões recheados e pizzas muito diferentes porque não consigo lidar com todas as texturas. Não posso comer maionese, molhos grossos para salada ou com pedaços”, conta a jovem na rede social. Os pais de Sara perceberam que ela evitava algumas comidas desde criança, quando só queria tomar suco. Com 10 anos de idade, eles perceberam que a menina preferia ficar com fome a ter que lidar com comidas de texturas e cores diferentes. Nas consultas, os médicos alertaram que, caso não se alimentasse, Sara acabaria doente devido à carência de nutrientes e o baixo peso. “Eu como por uma questão de sobrevivência, não por prazer, como a maioria das pessoas”, lamenta. A canadense está na lista de espera para começar o tratamento contra o Tare, que pode incluir terapia cognitivo comportamental. “As pessoas muitas vezes pensam que sou apenas exigente, mas não deixo de comer porque não gosto. É por que acho que vai me deixar doente”, afirma Sara. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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