Atenção! Pesquisa descobre microplásticos em frutos do mar populares Ouvir 9 de janeiro de 2025 Pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, descobriram que microplásticos estão presentes em quase todos os frutos do mar analisados na costa do estado americano, incluindo peixes e mariscos populares, como salmão, bacalhau e camarão. O estudo, publicado na revista Frontiers in Toxicology, revelou resíduos plásticos encontrados em 180 dos 182 espécimes examinados, com exceção de um bacalhau e um arenque. A análise, que marca a primeira pesquisa desse tipo na região, se alinha com uma tendência global crescente de contaminação por microplásticos em organismos marinhos. Os cientistas observaram que os camarões, especialmente os que se alimentam por filtração, apresentaram as maiores concentrações de resíduos plásticos. Em contrapartida, o salmão Chinook foi uma das espécies com os menores níveis de microplásticos nos tecidos comestíveis, seguido por outros peixes como o bacalhau-ling e o peixe-rocha preto. As partículas encontradas incluem fibras de algodão tingido, celulose de papel e pedaços microscópicos de plástico nos tecidos comestíveis das espécies analisadas. “É muito preocupante que as microfibras pareçam se mover do intestino para outros tecidos, como os músculos. Isso tem implicações para outros organismos, incluindo potencialmente os humanos”, afirma a ecotoxicologista Susanne Brander, da Universidade Estadual do Oregon, uma das autoras do estudo. Consequência dos microplásticos para os humanos A pesquisa também observou que os humanos que consomem mais frutos do mar, especialmente bivalves como ostras e mexilhões, tendem a acumular mais microplásticos no organismo. No entanto, ainda não se sabe por quanto tempo esses plásticos permanecem no corpo ou quais são os efeitos na saúde humana, o que requer mais estudos. Embora os pesquisadores não estejam sugerindo que as pessoas parem de consumir frutos do mar, eles enfatizam a importância de entender o nível de exposição aos microplásticos. “Com o aumento da presença de plásticos nos oceanos, é inevitável que eles se encontrem em nossa comida, mas precisamos estar conscientes disso”, ressalta Brander. Os microplásticos estão presentes por toda parte, inclusive no interior do corpo humano Leia também Saúde Microplásticos absorvidos pelo feto continuam no corpo após nascimento Saúde Microplásticos podem chegar ao cérebro através do nariz, indica estudo São Paulo Estudo identifica microplásticos em cérebro de moradores de São Paulo Saúde Saiba como evitar a ingestão de microplásticos e seus riscos à saúde A situação global e as soluções A pesquisa do Oregon é uma das primeiras a focar especificamente as amostras de frutos do mar da região, mas a presença de microplásticos nos oceanos já é uma preocupação global. Estudos em diversas partes do mundo identificaram partículas de plástico em uma variedade de alimentos marinhos, o que aponta para um problema ambiental crescente. Os pesquisadores agora estão concentrados em estratégias para impedir que resíduos plásticos sejam despejados no mar. No entanto, eles enfatizam que a solução para este problema ambiental exige “fechar a torneira” da produção excessiva de plásticos. Só assim será possível diminuir os impactos da poluição plástica nos oceanos e, consequentemente, nos alimentos que consumimos. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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