Ciclista descobre ter câncer de pulmão terminal após dor nas pernas Ouvir 15 de abril de 2025 Aos 45 anos, o ciclista amador Chad Dunbar tinha acabado de terminar a temporada de provas e completar 4,8 mil quilômetros rodados de bicicleta em um ano quando percebeu um inchaço nas pernas. Ele acreditava que o sintoma era por conta do esforço físico, mas acabou sendo diagnosticado com câncer de pulmão mesmo sem nunca ter fumado na vida. O quadro é grave e o câncer já tinha se espalhado para o cérebro, fígado, ossos e linfonodos. Segundo os médicos, ele tem apenas 5% de chance de sobreviver aos próximos cinco anos. Chad conta que o único sintoma que teve foi o inchaço nas pernas — ele não teve tosse, que é o sinal mais comum de câncer de pulmão. O ciclista procurou um médico descobrir a razão do incômodo e, depois de vários exames, foi informado do diagnóstico terminal. Leia também Saúde Câncer de pulmão: combinação de 2 remédios prolonga a vida, diz estudo Saúde Poluição leva ao crescimento do câncer de pulmão no mundo, diz estudo Saúde Jovem com câncer de pulmão terminal lista 5 sintomas que ela ignorou Saúde Mulher diagnosticada com câncer de pulmão achava que tinha Covid longa “Eu estava pedalando quase 5 mil quilômetros por temporada e meus pulmões eram provavelmente a parte mais saudável de mim. Fiquei em negação, tive muitos questionamentos. Por que eu?”, conta, em relato publicado na página Young Lung Cancer Initiative. Quando atinge os linfonodos, o câncer pode causar um acúmulo de líquidos chamado linfedema. O tumor também pode acabar pressionando veias e artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo, aumentando a retenção de líquidos e prejudicando a função de alguns órgãos. O cenário pode causar inchaço em outras partes do corpo — como nas pernas. Um exame genético mostrou que o câncer de Chad é causado por uma mutação chamada RET. O problema é responsável por um em cada 50 casos de câncer de pulmão e explica o quadro de muitos pacientes que foram diagnosticados mesmo sem fatores de risco. Chad começou a fazer quimioterapia e, a princípio, a doença respondeu. Porém, em março de 2024, ele recebeu a notícia que o câncer estava crescendo novamente, diminuindo suas chances de sobrevivência. Com 5% de chance de sobreviver aos próximos cinco anos, o ciclista se recusa a se entregar. “Minha vontade de viver é maior do que meu medo de morrer. Por isso, tenho esperança que irei superar o câncer”, afirma. Agora, ele está passando por um tratamento experimental para tentar conter o avanço da doença. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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