Bactérias da boca podem indicar riscos de Alzheimer, diz estudo Ouvir 5 de fevereiro de 2025 Algumas bactérias presentes na boca e na língua podem estar associadas a mudanças na função cerebral com o avanço da idade, aumentando o risco de uma pessoa desenvolver Alzheimer no futuro. A relação das bactérias da boca com o cérebro foi apontada em um estudo feito por médicos da Universidade de Exeter, na Inglaterra, publicado em 28 de janeiro na revista científica PNAS Nexus. A pesquisa identificou que certos tipos de microrganismos estão associados à melhor memória e atenção, enquanto outros pioram as funções cognitivas e aumentam o risco de um diagnóstico de Alzheimer. Leia também Saúde Úlceras, rachaduras e feridas: o que a boca pode dizer sobre sua saúde Saúde Cientistas criam protocolo para identificar o Alzheimer pela saliva Saúde Exercícios aeróbicos podem reduzir risco de Alzheimer, mostra estudo Saúde Metabolismo pode estar por trás da propensão de mulheres ao Alzheimer Risco de Alzheimer Os cientistas apontam duas formas pelas quais essas bactérias podem afetar o cérebro. A primeira envolve a entrada dos microrganismos nocivos na corrente sanguínea, causando possíveis danos. A segunda sugere que um desequilíbrio entre bactérias benéficas e prejudiciais pode reduzir a conversão de nitrato em óxido nítrico, uma substância essencial para a comunicação cerebral e formação de memórias. Os pesquisadores analisaram amostras de bochechos com enxaguantes bucais de 110 voluntários, todos com mais de 50 anos. Os participantes foram divididos entre aqueles com função cerebral preservada e com comprometimento cognitivo leve (CCL). Indivíduos com maior presença de bactérias dos grupos Neisseria e Haemophilus, por exemplo, apresentaram melhor desempenho em tarefas complexas e níveis mais altos de nitrito na boca durante os testes feitos pelos pesquisadores. Por outro lado, altos níveis de bactérias do grupo das Porphyromonas foram encontrados em pessoas com problemas de memória. A bactéria Prevotella foi associada a baixos níveis de nitrito e à uma maior expressão do APOE4, um gene que aumenta o risco para Alzheimer. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Microbioma oral como ferramenta de prevenção “Nossas descobertas sugerem que algumas bactérias podem ser prejudiciais à saúde do cérebro conforme as pessoas envelhecem. Isso levanta a ideia de testes de rotina em exames odontológicos para medir níveis bacterianos e detectar sinais precoces de declínio cognitivo”, defende a autora principal da pesquisa, a médica Joanna L’Heureux, em comunicado à imprensa. A médica Anne Corbett, que também participou do estudo, destaca a importância dos resultados. “Se certas bactérias apoiam a função cerebral enquanto outras contribuem para o declínio, tratamentos que alterem o equilíbrio do microbioma oral podem ser parte da solução para prevenir demência”, explica. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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