Correr pode reverter os danos que a má alimentação causa ao cérebro Ouvir 22 de outubro de 2025 Um estudo da University College Cork, na Irlanda, mostrou que correr pode proteger o cérebro dos efeitos de uma alimentação rica em gordura e açúcar. A pesquisa, publicada nessa terça-feira (21/10) na revista Brain Medicine, identificou os processos metabólicos que explicam como o exercício físico compensa os impactos negativos de uma alimentação rica em gordura e açúcar, típica dos padrões ocidentais. Os pesquisadores descobriram que a atividade física influencia hormônios e substâncias produzidas no intestino, ajudando a reduzir sintomas semelhantes à depressão causados por alimentos ultraprocessados. O achado reforça o papel do exercício como aliado da saúde mental em um cenário de dietas cada vez mais industrializadas. Como o estudo foi feito Para investigar essa relação, os cientistas alimentaram ratos com dois tipos de dieta: uma tradicional e outra composta por alimentos ricos em gordura e açúcar, que eles chamaram de “dieta de cafeteria”. Metade dos animais teve acesso a uma roda de corrida, permitindo que a equipe observasse os efeitos isolados e combinados da alimentação e do exercício. Leia também Saúde Homem tem corpo transformado após desafio de correr 1,6 km diariamente Saúde Benefícios da corrida para quem quer emagrecer e ganhar massa muscular Saúde Com quem você malha? Contexto importa para melhorar a saúde mental Saúde Veja sete dicas para melhorar o treino de corrida Mesmo entre os ratos que seguiram a dieta menos saudável, a corrida teve efeito antidepressivo. De acordo com a professora Yvonne Nolan, que liderou o estudo, os resultados sugerem que o exercício regular pode beneficiar o humor, mesmo quando os hábitos alimentares não são ideais. O que muda no corpo e no cérebro? A equipe analisou mais de 170 metabólitos – pequenas moléculas envolvidas nos processos metabólicos – e observou que o exercício conseguiu restaurar parcialmente o equilíbrio intestinal perdido pela má alimentação. Três dessas substâncias, ligadas ao controle do humor, voltaram a níveis normais após a prática física. Os testes também mostraram melhora discreta na memória e na capacidade de navegação dos animais, além de redução da ansiedade, independentemente da dieta. Nas análises hormonais, os ratos sedentários e com dieta de cafeteria apresentaram altos níveis de insulina e leptina, ambos reduzidos pelo exercício. Essa regulação pode explicar parte da proteção contra os efeitos mentais e metabólicos da má alimentação. Alimentar-se bem ainda é importante Os pesquisadores observaram que o exercício e a alimentação interagem de forma complexa. Em alguns casos, os hormônios que regulam o metabolismo responderam de maneira diferente conforme o tipo de dieta. Além disso, os ratos que comeram de forma saudável apresentaram aumento na formação de novos neurônios no hipocampo, região do cérebro ligada à memória e à emoção, um efeito que a dieta de cafeteria impediu. Os resultados mostram que, embora o exercício físico traga benefícios claros para o humor e o metabolismo, sua ação pode ser limitada quando a alimentação é pobre em qualidade. Segundo os autores, compreender esses mecanismos ajuda a explicar como escolhas diárias, tanto na mesa quanto na rotina de movimento, afetam o cérebro e o bem-estar emocional. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Médicos conseguem implantar marca-passo do tamanho de tampa de caneta 23 de outubro de 2023 Cardiologistas ingleses conseguiram implantar um marca-passo mais simples e funcional em um coração humano pela primeira vez na Inglaterra. O dispositivo é do tamanho de uma tampa de caneta e foi colocado em apenas 30 minutos — o procedimento tradicional demora cerca de duas horas. O marca-passo é um dispositivo… Read More
Notícias Psoríase: entenda doença que afeta o couro cabeludo de Beyoncé 20 de fevereiro de 2024 A cantora Beyoncé revelou, em entrevista no último domingo (18/2), que tem psoríase no couro cabeludo. “Tenho muitas lembranças ligadas ao meu cabelo. A relação que temos com nossos cabelos é uma jornada profundamente pessoal. Desde passar a infância no salão da minha mãe até meu pai aplicar óleo no… Read More
Notícias Quem deve tomar a vacina contra herpes-zóster? Tire suas dúvidas 23 de maio de 2024 Os médicos têm relatado um aumento no número de casos de herpes-zóster no Brasil, isso estaria acontecendo porque adultos que tiveram catapora na infância seguem vulneráveis à reativação do vírus em momentos de queda na imunidade. A vacina contra catapora começou a ser aplicada apenas em 1990, ou seja, muita… Read More