Educador físico relata como exercícios o ajudaram a superar o câncer Ouvir 22 de agosto de 2024 O prognóstico era muito ruim, mas o educador físico Maurício Nader decidiu encarar de frente o tratamento para leucemia mieloide aguda. O ano era 2022 e, para enfrentar tudo o que viria pela frente, ele resolveu se manter fisicamente ativo. “Cheguei a ouvir que só tinha chances de sobrevivência se conseguisse superar a primeira semana de tratamento. Fiquei concentrado nisso”, recorda Maurício. Leia também Saúde Tratamento para leucemia com células imunes será testado no Brasil Saúde Lúpus e leucemia: como são as doenças da cantora americana Halsey Saúde Remédio em testes reverte leucemia de paciente desenganado Fábia Oliveira Lutando contra leucemia, Fabiana Justus celebra: “Pequenas vitórias” A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que afeta o corpo muito rapidamente. No caso de Maurício, a doença provocou uma redução na produção das células responsáveis pela coagulação, o que o deixava vulnerável a hemorragias. O hematologista Rodolfo Soares, chefe da unidade de Hemoterapia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que o mais importante em casos como o do educador físico é conseguir o diagnóstico rapidamente, antes de uma hemorragia fatal. “Essa é uma doença grave e possui mortalidade elevada, porém é curável em boa parte dos casos se for descoberta em fase inicial. Quanto mais o paciente e os profissionais se engajam no tratamento, mais fácil para a equipe conseguir dar a resposta esperada”, explica o médico. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 A leucemia linfoide e mieloide são os dois principais tipos da doença. Elas podem ser classificadas como crônicas ou agudas Getty Images 2 de 3 Quando afetadas, as células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as outras células sanguíneas – glóbulos vermelhos e plaquetas Getty Images 3 de 3 Além desses, existem ainda outros subtipos da doença, como, por exemplo, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda, leucemia linfoide crônica, leucemia de células-T do adulto, leucemia linfocítica granular T ou NK, leucemia agressiva de células NK e leucemia de células pilosas Getty Images “Evitava ficar naquela cama” Convencido de que sua sobrevivência dependia da adesão ao tratamento, Maurício decidiu seguir todas as recomendações da equipe de saúde e chegava a se exercitar até duas vezes ao dia no período em que ficou internado. “Na minha visão, foi decisivo manter o meu preparo físico e mental. Apesar de ter mantido a fé em Deus sempre e confiado na equipe maravilhosa que me atendeu, imagino que se não tivesse bons hábitos de saúde antes e durante o tratamento, não resistiria à agressividade da leucemia”, afirma. Ele conta que, para se manter ativo, fazia duas sessões de fisioterapia por dia: a primeira acompanhado dos profissionais do hospital e a segunda, sozinho. “Evitava ficar deitado naquela cama, busquei me manter em movimento, queria manter meu corpo o mais saudável possível”, relembra. O educador físico ficou 36 dias internado e, depois, passou mais três meses realizando quimioterapia em ambulatório. Três meses após o diagnóstico, ele não tinha sinais de células cancerígenas no corpo. A medula havia se recuperado totalmente e não foi necessário realizar o transplante, opção de tratamento muito comum em pessoas afetadas por leucemias agudas. A luta do educador físico virou um livro escrito em parceria com Nice Guimarães. Leucemia, você escolheu o cara errado será lançado em Brasília na próxima terça-feira (27/8), às 18h, na academia Runway, do Sudoeste. O livro está à venda na Amazon e conta com prefácio de Fabiana Justus, que também está em remissão de uma leucemia aguda. Serviço: Lançamento do livro “Leucemia, você escolheu o cara errado” Data: 27 de agosto, a partir das 18h Local: SQSW 303, Bloco B, Loja S01, Sudoeste Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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