Estudo analisa 280 garrafas de água e só uma não tinha microplásticos Ouvir 25 de fevereiro de 2025 Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade da Barcelona, na Espanha, analisou 280 amostras de água de 20 marcas vendidas no país europeu e descobriu que apenas uma delas era livre de microplásticos. A maioria das garrafas tinha níveis de plástico prejudiciais à saúde. Os cientistas fizeram exames químicos e de imagem na água para avaliar a presença das partículas invisíveis de plástico. A pesquisa detectou partículas entre 0,7 e 20 micrômetros, ou seja, aproximadamente dez vezes menores do que um grão de areia. Leia também Saúde Microplásticos podem bloquear fluxo sanguíneo cerebral, mostra estudo Saúde Microplásticos absorvidos pelo feto continuam no corpo após nascimento Saúde Microplásticos podem chegar ao cérebro através do nariz, indica estudo São Paulo Estudo identifica microplásticos em cérebro de moradores de São Paulo Os resultados mostram uma concentração média de 359 nanogramas de microplásticos por litro de água, quantidade comparável à encontrada na água da torneira em um estudo anterior feito pelo mesmo grupo de médicos e bioquímicos. “Esse método é um grande avanço, pois conseguimos quantificar partículas de diferentes formatos e tamanhos extremamente pequenos, o que não é possível com outras técnicas”, explica a pesquisadora Marinella Farré, líder do estudo, que foi publicado em 2024 na revista Chemosphere. Concentração de plásticos surpreende A equipe analisou 280 amostras de água de 20 marcas comerciais, considerando garrafas de 1,5 litro e 500 ml. Considerando o consumo diário de 2 litros de água, os pesquisadores estimam que um adulto ingere 262 microgramas de partículas plásticas por ano. Em 40 anos, uma pessoa já teria ingerido o equivalente a duas tampas de garrafa PET apenas tomando água mineral. “Um grande problema é que não temos limites internacionais para a quantidade máxima segura de micro e nanoplásticos a serem ingeridos”, afirma a pesquisadora Marta Llorca, que também participou do estudo. Apenas uma das 280 amostras analisadas estava completamente livre de contaminação por plásticos. O tereftalato de polietileno (PET) foi o polímero mais frequentemente detectado, presente em 33% das amostras. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Microplásticos estão presentes em diversas atividades cotidianas dos seres humanos. Getty Images 2 de 3 Um litro de água engarrafada pode conter 240 mil microplásticos Romolo Tavani 3 de 3 Microplásticos se concentram no organismo e dificilmente são eliminados Getty Images Os piores microplásticos Além dos plásticos, o estudo identificou 28 aditivos químicos nas amostras, como estabilizadores e plastificantes. Na análise, 93% das amostras apresentaram concentrações abaixo de um micrograma. Esses compostos, que migram do plástico para a água, podem ser altamente tóxicos. “Três tipos de plastificantes apresentam maior risco à saúde humana e devem ser considerados em análises de risco”, alerta Farré. Entre eles, destacam-se o bis(2-etil-hexil) adipato e o bis(2-etil-hexil) ftalato, considerados os mais prejudiciais. Llorca destaca que é preciso criar um limite para a quantidade de plástico, já que a água engarrafada, muitas vezes vista como mais segura, pode não ser a melhor opção para saúde e meio ambiente. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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