Estudo aponta sintoma de Alzheimer que pode aparecer aos 40 anos Ouvir 26 de agosto de 2024 Uma investigação liderada por médicos ingleses apontou que o Alzheimer pode apresentar sinais precoces em pessoas que têm 40 anos, décadas antes de sintomas mais conhecidos, como a perda de memória, se apresentarem. A pesquisa feita por cientistas do University College London, na Inglaterra, indicou que a má navegação espacial pode ser um dos principais indicativos precoces da doença, aparecendo até 20 anos antes da média de idade inicial de sintomas mais conhecidos, como a perda de memória. Leia também Saúde Remédio indutor de parto reduz risco de ter Alzheimer, sugere estudo Saúde Alzheimer antes dos 30 anos: 4 sintomas comuns para ficar de olho Vida & Estilo Óleo substituto do azeite previne Alzheimer e combate o envelhecimento Saúde Gordura no braço pode indicar doenças cardíacas e Alzheimer A investigação foi publicada na revista Alzheimer & Dementia em fevereiro e foi feita com uma centena de voluntários entre 43 e 66 anos. Os participantes usaram um óculos de realidade virtual que os desafiava a navegar por um labirinto virtual e avaliava a capacidade deles de geolocalização. Metade dos voluntários tinha um risco hereditário aumentado de desenvolvimento de Alzheimer devido à presença do gene APOE4, que foi recentemente indicado como praticamente uma certeza do aparecimento do declínio cognitivo. Teste de localização em uma paisagem desértica virutal indicou sintomas precoces de Alzheimer Os pesquisadores descobriram que as pessoas com o gene APOE4 mostraram um desempenho piorado nas tarefas de navegação, embora em outros testes cognitivos tenham tido resultados semelhantes aos outros participantes. “Nossos resultados sugerem que os comprometimentos na navegação espacial podem se desenvolver anos, ou mesmo décadas, antes do início de quaisquer outros sintomas”, explica a neurocientista Coco Newton, líder do estudo, em entrevista à UCL. Descoberta pode ajudar no tratamento do Alzheimer Os resultados de homens com APOE4 foram ainda piores, o que sugere uma diferença de gênero no aparecimento destes sintomas. Para os pesquisadores, os resultados da investigação podem servir para criar exames que permitam uma detecção mais precoce e eficaz do Alzheimer, permitindo tratamentos que desaceleram seu desenvolvimento. “Sabemos que certos medicamentos podem realmente ser capazes de retardar a doença se as pessoas os receberem de forma precoce, então quanto mais cedo conseguirmos fazer o diagnóstico, melhor vai ser o tratamento no futuro”, conclui Coco. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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