Estudo identifica sinal importante de doenças comuns no fígado Ouvir 4 de dezembro de 2024 Um estudo feito na Universidade de Basileia, na Suíça, mostra que pacientes diagnosticados com problemas de saúde ligados ao acúmulo de gordura no fígado têm pior qualidade do sono. Essas pessoas acordam mais vezes durante a noite e permanecem acordadas por mais tempo depois de irem para a cama. A pesquisa focou em pacientes diagnosticados com esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), ou com a forma mais grave de esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), ou com MASH e cirrose. Leia também Saúde Médico lista 5 alimentos para desintoxicar o fígado. Veja quais Vida & Estilo Confira quatro chás naturais que ajudam a eliminar a gordura do fígado Vida & Estilo Fruta comum ajuda a tratar gordura no fígado e reduzir a pressão alta Vida & Estilo Chá com um único ingrediente popular ajuda a limpar gordura no fígado As doenças estão se tornando cada vez mais comuns, impulsionadas pelo aumento da obesidade e estilos de vida sedentários. Estima-se que 30% da população da América do Sul tenha essas condições. A MASLD e a MASH são caracterizadas pelo acúmulo de gordura no fígado, que pode resultar em inflamação e danos às células hepáticas. Pessoas com MASLD correm um risco maior de diabetes, carcinoma hepatocelular (o tipo mais comum de câncer de fígado), cânceres não hepáticos, doença renal crônica, perda muscular relacionada à idade e doença cardiovascular. No artigo científico publicado na revista Frontiers in Network Physiology nessa terça-feira (3/12), os pesquisadores explicam que os sintomas de MASLD e MASH são silenciosos na fase inicial. Por isso, é importante ficar atento aos sinais. 14 imagens Fechar modal. 1 de 14 Quando o assunto é qualidade do sono, é necessário implementar uma rotina saudável que garanta uma boa noite de descanso. Muitas vezes, a dificuldade para dormir ou acordar cedo, por exemplo, está relacionada aos hábitos cotidianos que devem ser corrigidos Getty Images 2 de 14 Uma noite de sono mal dormida interfere diretamente no humor e no desempenho das atividades do dia seguinte. Além disso, os níveis de irritabilidade, ansiedade e estresse podem aumentar significativamente Getty Images 3 de 14 Estudos mostram que o tempo ideal de horas de sono varia para cada pessoa, mas a média mundial é de seis a oito horas por noite. Durante o sono profundo, ocorre a liberação de hormônios importantes para a regulação do organismo Getty Images 4 de 14 Muitas pessoas têm sono ruim e nem percebem isso. Na dúvida, que tal adotar algumas técnicas conhecidas como “higiene do sono”? Getty Images 5 de 14 1. Crie uma rotina: procure deitar e levantar nos mesmos horários todos os dias, mesmo nos feriados e fins de semana Getty Images 6 de 14 2. Durma um pouco mais cedo a cada dia: aproveite o período próximo ao fim das férias para dormir cerca de 30 minutos antes do horário que estava acostumado a ir para a cama a cada dia, até chegar no horário ideal Getty Images 7 de 14 3. Levante-se se não conseguir dormir: saia da cama se tiver dificuldade de adormecer. Faça algo relaxante como respirar fundo, ouvir música suave ou ler um livro. Recomenda-se não ligar a televisão ou mexer no celular. Só retorne para a cama quando estiver sonolento Getty Images 8 de 14 4. Cama é para dormir: nunca use a cama para estudar, ler, ver TV, ficar no computador ou no celular. O corpo precisa entender que aquele é um ambiente de relaxamento Getty Images 9 de 14 5. Mantenha o quarto escuro: ter um quarto completamente escuro, sem luminosidade externa ou luzes de aparelhos eletrônicos facilita o sono Getty Images 10 de 14 6. Evite cochilos: limite cochilos diurnos a menos de uma hora de duração e até as 15h, para não prejudicar o sono da noite Getty Images 11 de 14 7. Evite alimentos e bebidas estimulantes entre quatro e seis horas antes de deitar. Na lista entram energético, chocolate, café, refrigerantes, chás do tipo preto, verde, mate e chimarrão Getty Images 12 de 14 8. Evite fazer exercícios físicos de alta intensidade nas três horas antes do horário programado para deitar. Eles podem deixar a pessoa muito alerta e atrapalhar o sono Getty Images 13 de 14 9. Diminua o ritmo: separe de 15 a 30 minutos antes de deitar para relaxar e diminuir o ritmo. Desligar-se de estímulos externos ajuda a sinalizar o cérebro de que é hora de dormir Getty Images 14 de 14 10. Evite bebidas alcoólicas e cigarro: eles também prejudicam o padrão do sono Getty Images Pior qualidade do sono O novo estudo foi feito entre 2019 e 2021 e incluiu 46 mulheres e homens adultos diagnosticados com as doenças do fígado. Outros oito pacientes com cirrose hepática não relacionada à MASH participaram para efeito de comparação, assim como 16 voluntários saudáveis da mesma idade. Todos os participantes receberam um dispositivo semelhante a um relógio para monitorar o sono, a atividade física e a temperatura corporal. O experimento foi realizado ao longo de quatro semanas, período em que os voluntários mantiveram um diário de sono, fizeram exames e responderam a questionários sobre seus hábitos de sono. Todas as pessoas com esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD) eram obesas e 80% delas tinham síndrome metabólica. Elas também tinham níveis significativamente mais altos de triglicerídeos, glicemia de jejum e insulina no sangue do que participantes saudáveis, mas níveis mais baixos de colesterol total, colesterol LDL “ruim” e colesterol HDL “bom”. O monitoramento de pulso mostrou que as pessoas com a MASLD acordavam 55% mais vezes à noite e ficavam 113% mais tempo acordados depois de terem adormecido e acordado pela primeira vez, em comparação com os voluntários saudáveis. O grupo com MASLD também dormia mais frequentemente e por mais tempo durante o dia. “Mostramos pela primeira vez com um método objetivo (a actigrafia 24 horas/sete dias) que o ritmo sono-vigília em pacientes com MASLD realmente difere daquele em indivíduos saudáveis: pessoas com MASLD demonstraram fragmentação significativa do sono noturno devido a despertares frequentes e aumento da vigília”, disse a pesquisadora e principal autora do estudo, Sofia Schaeffer, no artigo. 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