Gelatina faz bem para os ossos? Entenda os impactos dela na sua saúde Ouvir 22 de agosto de 202323 de agosto de 2023 Muita gente já ouviu falar que as gelatinas são uma opção saudável de lanche, especialmente porque, de acordo com o senso comum, elas fazem bem para os ossos. Porém, a relação entre as gelatinas e uma alimentação saudável não é tão direta. Nutricionistas ouvidos pela CNN explicam que a afirmação de que o alimento é bom para os ossos não é falsa, mas também não é completamente verdadeira. Veja também: Dieta rica em vegetais e soja controla sintomas da menopausa, revela estudo “A presença de colágeno na gelatina de origem animal ajuda na elasticidade e firmeza da pele e dos ossos. Contudo, também conseguimos encontrar a mesma proteína em alimentos como carne ou peixe”, aponta Daniela Duarte, nutricionista na clínica Agita Kalorias. A gelatina é também associada ao fortalecimento das unhas e cabelo. “Mas a quantidade de colágeno presente nelas não é significativa a ponto de poder surtir tais benefícios”, completa Rita Ribeiro, nutricionista na clínica Fisiogaspar. De modo geral, a gelatina ajuda, mas não faz milagres para a sua saúde. “Apesar de já existirem opções enriquecidas com proteína, na versão convencional a gelatina não apresenta um teor significativo, principalmente em comparação com outros alimentos ricos em proteína como a carne e os ovos”, acrescenta Rita Ribeiro. Os pesquisadores ainda estudam os efeitos da gelatina, mas a evidência “é ainda insuficiente e pouco robusta” quanto aos benefícios na saúde óssea e das articulações se for combinada com suplementos de colágeno ou vitamina C. De que é feita a gelatina? Há muitos tipos de gelatinas. Mas se considerarmos a categoria mais comum, elas não diferem na sua composição. “A gelatina de origem animal é a mais comum, embora as opções vegetais sejam cada vez mais encontradas no mercado”, explica Daniela Duarte. E o que leva uma gelatina de origem animal? “É obtida a partir de colágeno, extraído dos ossos, pele, cartilagens e tendões de animais”, concretiza Rita Ribeiro. Já a gelatina de origem vegetal é obtida através de algas marinhas, nomeadamente a ágar-ágar. Vai bem sozinha? Os especialistas também explicam qual é a melhor maneira de consumir o alimentos, já que ele é usado como alternativa de doce mais saudável em muitas dietas. Mas a gelatina deve ser comida sozinha como um lanche, ou combinada com outras coisas? “É pouco calórica. Aquilo que pode acontecer caso seja a única fonte de energia do lanche é sentir fome mais cedo e ter tendência a não controlar os mecanismos de saciedade, acabando por comer mais depois”, descreve Daniela Duarte. E com que frequência podemos comê-la? “Embora não deva fazer parte do dia a dia, é por vezes uma estratégia em alguns planos de perda de peso”, completa. Rita também reconhece que, “sendo uma opção pouco calórica, refrescante e com sabor adocicado, inserida em quantidades controladas e no contexto de um plano alimentar saudável, poderá ser uma opção interessante a incluir para quem está em processo de emagrecimento”. Como a gelatina pode conter açúcar, adoçantes ou outros ativos, bem como corantes –que não fazem bem à saúde– aqui fica uma sugestão das nutricionistas: consuma gelatina neutra, incolor, sem adição de açúcar, juntando depois fruta para lhe dar sabor. Veja também: Cacau, morango e café: dieta com flavonoides ajuda a adiar declínio cognitivo Animal ou vegetal? Para as nutricionistas, a composição das gelatinas de origem animal e vegetal são bem diferentes. “A gelatina de origem animal apresenta um teor proteico superior, ainda que baixo”, aponta Rita Ribeiro. Daniela Duarte explica que, enquanto a gelatina animal é “maioritariamente rica em proteína”, a gelatina vegetal é “rica em hidratos de carbono”. * Publicado por Iasmin Paiva. Com informações da CNN Portugal Este conteúdo foi originalmente publicado em Gelatina faz bem para os ossos? Entenda os impactos dela na sua saúde no site CNN Brasil. Nutrição
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