Justiça proíbe médica de publicar conteúdo falso sobre câncer de mama Ouvir 31 de outubro de 2024 O Tribunal de Justiça do Estado do Pará determinou nesta sexta-feira (1º/11) que a médica Lana Tiani Almeida da Silva retire da web todo o conteúdo em que faz alegações falsas sobre o câncer de mama e que não publique mais postagens negacionistas sobre a doença e tratamentos. A médica é acusada de anunciar que o câncer de mama não existe e se posicionou contra a realização de exames de mamografia. Leia também Saúde Médicos processam negacionista que disse não existir câncer de mama Saúde Tese de médica de que câncer de mama não existe é falsa e absurda Saúde Rede de apoio é fundamental mas invisível para quem tem câncer de mama Distrito Federal DF integra exame genético de detecção do câncer de mama pelo SUS Com a decisão da Justiça, tomada com urgência, a ré foi obrigada a retirar todas as publicações neste sentido do ar e foi impedida de produzir qualquer outro conteúdo sobre o câncer de mama. Além disso, a decisão indica que ela “se abstenha de anunciar qualquer cura ou método alternativo para patologias”. O tribunal paraense ainda estipulou uma multa diária de R$ 1,5 mil caso ela descumpra as determinações. 16 imagens Fechar modal. 1 de 16 Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens Sakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images 2 de 16 Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico Science Photo Library – ROGER HARRIS/ Getty Images 3 de 16 Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos Jupiterimages/ Getty Images 4 de 16 Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira wera Rodsawang/ Getty Images 5 de 16 Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas Boy_Anupong/ Getty Images 6 de 16 O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada Annette Bunch/ Getty Images 7 de 16 Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios Metrópoles 8 de 16 A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito Metrópoles 9 de 16 A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido Saran Sinsaward / EyeEm/ Getty Images 10 de 16 Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas FG Trade/ Getty Images 11 de 16 Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença AlexanderFord/ Getty Images 12 de 16 O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images 13 de 16 De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade andresr/ Getty Images 14 de 16 É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico Westend61/ Getty Images 15 de 16 O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica Peter Dazeley/ Getty Images 16 de 16 Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente Burak Karademir/ Getty Images Lana estava sendo processada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) desde que seus vídeos afirmando ser especialista em mastologia e ser contra a mamografia viralizarem na web: “Venho falar para vocês que câncer de mama não existe. Então esqueçam Outubro Rosa. Esqueçam mamografia”, disse ela. A médica também sugeriu que tratamentos hormonais poderiam curar os tumores com maior eficácia do que a quimioterapia. Segundo uma nota da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), esse “tratamento alternativo” defendido por Lana pode levar inclusive ao crescimento das células cancerígenas, pois muitos tipos de tumor se “alimentam” justamente de hormônios sexuais femininos. Além de responder na Justiça, a profissional também está sendo investigada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mas a medida administrativa segue em sigilo. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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