Mamadeira de cocô estimula microbioma de bebês nascidos por cesárea Ouvir 28 de outubro de 2024 A receita não parece saborosa, mas alguns pesquisadores estão sugerindo que recém-nascidos sejam alimentados com uma “mamadeira de cocô” logo após o nascimento. Um estudo apresentado em 18/10 na IDWeek, encontro nacional de epidemiologistas dos Estados Unidos, apontou que alimentar um bebê nascido de cesárea com leite contendo um pouco das fezes da mãe acelera o desenvolvimento do microbioma digestivo da criança e até ajuda na prevenção de doenças na primeira infância. Esta modalidade de transplante de fezes foi testada por pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia. A investigação se juntou às evidências de que as fezes da mãe podem produzir efeitos positivos na microbiota de crianças que não nasceram de parto normal. Leia também Saúde “Cocô fantasma”: o que é e qual o significado para a sua saúde Saúde Transplante de fezes pode aliviar os sintomas do Parkinson, diz estudo Saúde Transplante de fezes da mãe deixa homem com sintomas da menopausa Saúde EUA aprova 1º produto para transplante de fezes contra diarreia severa Por que bebês de parto cesáreo? Nos últimos anos, pesquisas vem mostrando que crianças nascidas em partos normais possuem vantagens imunológicas quando comparadas a bebês nascidos em partos cesáreos. Os estudiosos acreditam que o contato com a mucosa vaginal da mãe ativa a resposta imunológica das crianças mais cedo. Para a maioria dos bebês, o tempo de reação imunológica nem é tão importante assim. No entanto, para aqueles que têm risco elevado de desenvolverem comorbidades, esse intervalo pode fazer diferença. Os pesquisadores passaram, então, a buscar maneiras de induzir uma resposta mais rápida nas crianças que nasceram de cesáreas. Uma das ideias foi passar a secreção vaginal da mãe na boca de bebês recém-nascidos, porém, testado em 2016, o método não funcionou tão bem. A ideia seguinte foi a mamadeira de cocô. Os pesquisadores diluíram 3,5 mg de cocô materno na mamadeira de 15 bebês que haviam acabado de nascer. Outros 15 bebês receberam um placebo. Os dois grupos foram acompanhados por seis meses, com exames de fezes periódicos, e se descobriu que os bebês que haviam recebido a mamadeira de cocô tinham uma flora intestinal muito mais complexa do que a dos que receberam placebo. O estudo, porém, não deve parar por aqui. Os bebês que participam do teste iniciaram agora a alimentação sólida e serão acompanhados pelos próximos dois anos para entender quais os impactos a longo prazo da mamadeira de cocô. Não faça em casa! Os pesquisadores esclareceram, porém, que a técnica deve ser feita de forma controlada e que não há possibilidade de usos caseiros. “É preciso se certificar de que a matéria fecal dada não inclui patógenos que possam causar uma doença. Mais de 60% das mães inicialmente selecionadas foram excluídas do estudo justamente por este risco”, detalhou Otto Helve, chefe da pesquisa e diretor do departamento de saúde pública do Instituto Finlandês de Saúde. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Mulher descobre câncer grave após atribuir sintoma ao “sutiã apertado” 13 de fevereiro de 2025 Aos 33 anos, a estadunidense Radwah Oda levava uma vida saudável, praticando exercícios físicos até cinco vezes na semana, quando descobriu ter 20 tumores no fígado. Por meses, ela acreditou que uma dor logo abaixo do seio era causada pelo “sutiã mal ajustado”. O sintoma não foi levado em consideração… Read More
Notícias Doença renal crônica: tratamento endovascular traz mais segurança 23 de janeiro de 2025 O número de doentes renais no Brasil dobrou na última década, como mostram dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de doença renal crônica, condição que se torna mais comum conforme a idade avança. Segundo a SBN, a prevalência da doença renal crônica… Read More
Notícias Bobbie Goods: benefícios de livros para colorir vão além do bem-estar 19 de julho de 2025 Colorir é uma atividade simples, muitas vezes associada à infância, mas que de tempos em tempos volta a cair no gosto de adultos. A atividade se popularizou novamente este ano com o Bobbie Goods, uma série de livros para colorir criados pela ilustradora Abbie Bobbie Gouveia, da Califórnia. Compostos por… Read More