Médicos listam benefícios de ficar um mês sem álcool no Janeiro Seco Ouvir 1 de janeiro de 2026 Se arrependeu dos goles de champanhe neste Ano-Novo? Essa pode ser uma boa oportunidade para você entrar na campanha do Janeiro Seco. A campanha internacional voltada à redução do consumo de álcool aproveita o primeiro mês do ano (Dry January, em inglês), em que várias pessoas se comprometem a ter uma vida mais saudável, para incentivá-las a reduzir o consumo de bebidas. E os benefícios para a saúde de apostar nessa redução de consumo são variados. O Janeiro Seco convida à pausa completa: 31 dias sem ingestão de bebidas alcoólicas. Especialistas apontam que esse intervalo permite uma leve desintoxicação do organismo para consumidores habituais e oferece uma oportunidade de, quem sabe, levar os hábitos de reduzir o álcool para um intervalo um pouco mais longo. Leia também Saúde Como o consumo de álcool no Réveillon afeta o metabolismo Claudia Meireles O que realmente ajuda o corpo a se recuperar após exagerar no álcool Saúde Hepatologista conta por que é perigoso misturar álcool e medicamentos Saúde Beber álcool em excesso aumenta risco de AVC precoce, diz estudo Os efeitos de ficar um mês sem álcool “Ao ficar um mês sem beber, há um aumento da capacidade de concentração, do nível de energia para o dia a dia e até uma melhora da qualidade do descanso, já que apesar de trazer uma sensação de relaxamento e sonolência, o álcool compromete a arquitetura do sono, tornando-o menos reparador”, explica o médico do esporte Francisco Tostes, do Instituto Nutrindo Ideais, no Rio de Janeiro. O especialista explica que a pausa mensal traz benefícios que variam conforme frequência e quantidade de consumo anterior. Pessoas que bebem com regularidade e em maior volume podem apresentar irritação no início do processo. Com o passar dos dias, surgem sinais de melhora. Quem consome menos percebe resultados de forma mais rápida, como aumento de energia e melhora do humor. Além de efeitos imediatos, o Janeiro Seco pode contribuir para redução de peso, queda da pressão arterial e melhora da função do fígado. Esses resultados estão associados à diminuição da sobrecarga metabólica causada pelo álcool. 3 imagensFechar modal.1 de 3 Uma pesquisa de 2023 apontou que sete em cada 10 brasileiros que abusam da bebida acham que bebem moderadamente Reprodução/Internet2 de 3 Álcool pode levar a sérias doenças do fígado e alta dependência química Getty Images3 de 3 Além do fígado, bebidas alcoólicas prejudicam a saúde do coração e do cérebro Yellow Dog Productions/Getty Images Pausa para se autoavaliar Especialistas ressaltam que a experiência serve como termômetro para avaliar o espaço que a bebida ocupa na vida cotidiana, percebendo se há alguma dificuldade em manter a sobriedade ou se há uma ansiedade em compensar o período sem beber com consumo excessivo posterior. Ambos sinais são preocupantes e podem ser indicativos da necessidade de uma assistência médica mais próxima. Reduzir ou zerar o consumo de álcool deve ser um objetivo geral para a saúde da população. “Reduzir a ingestão alcoólica reduz o risco de morte prematura diretamente. O álcool está relacionado ao aumento da frequência cardíaca e interferências no sistema de coagulação”, explica a cirurgiã vascular Márcia Fayad Marcondes, de São Paulo. Especialistas indicam que reconhecer gatilhos associados ao consumo ajuda a manter o propósito. A convivência com pessoas que incentivam a bebida e oferecem drinks também deve ser reduzida ou reavaliada para, de fato, se alcançar uma vida mais saudável. Márcia completa que a prática regular de atividade física auxilia no bem-estar durante o período e ainda ajuda o corpo a lidar com inflamação e inchaço. “Tanto a ingestão moderada quanto a alta podem influenciar os riscos de complicações no sistema cardiovascular, sendo que os padrões de utilização impactam diretamente nesses riscos”, conclui a médica. Notícias
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