Músico com doença terminal elabora playlist para ouvir antes de morrer Ouvir 29 de setembro de 2025 O inglês Dave Gilmore, de 65 anos, viveu toda sua vida dedicado à arte. Pintor e músico, ele foi DJ em bares e casas noturnas por muitos anos — agora, em estado terminal, decidiu recorrer à música para atravessar sua jornada de despedida, criando uma playlist para seus cuidados paliativos. Dave sofreu um derrame e contraiu pneumonia enquanto estava com Covid-19, resultando em insuficiência cardíaca e renal. Dave participou recentemente do Playlist for Life, uma das atividades do Fair Havens Hub, que usa o poder da música para despertar memórias, melhorar o bem-estar e criar um legado para entes queridos. “A música sempre foi importante para mim, agora eu a escuto com esse enfoque. Ela mudou a minha vida”, diz o idoso ao site do projeto. A mulher dele, Kate, fala de como a experiência o ajudou a ter uma nova energia. “Ele já é um pintor a óleo que não sabe mais pintar, um faixa preta em caratê que não sabe mais lutar e um músico que não sabe mais tocar violão. Mas, depois do workshop, Dave trouxe sua partitura para casa e tocamos música, pensando e relembrando partes de nossas vidas que tínhamos esquecido”, conta. “Isso nos trouxe muita alegria. Para o Dave, trouxe paz e me ajudou também. Ele foi dormir cedo e eu fiquei lá, sentada, criando uma playlist no Spotify com todas as músicas que o Dave tinha identificado no workshop de Fair Havens e aquelas que tínhamos redescoberto em casa”, explica. Leia também São Paulo Ana Claudia Quintana: cuidados paliativos vêm para reafirmar a vida Saúde Saiba o que é e qual a importância dos cuidados paliativos Conteúdo especial Cuidados paliativos vêm para reafirmar a vida em um momento de dor Distrito Federal Paciente paliativo e esposa se casam em hospital após 35 anos juntos Quais as músicas de Dave? A lista inclui November Rain e Sweet Child O’Mine, do Guns N’ Roses, além de Apache, dos The Shadows, que inspirou Dave a aprender a tocar violão ainda no fim dos anos 1970. Comfortably Numb, do Pink Floyd, também aparece, como lembrança da ligação duradoura que manteve com a música desde jovem. A lista inclui ainda Will You?, de Hazel O’Connor, que tem destaque especial. A canção é dedicada à esposa Kate, com quem ele se casou em 1986 e tem dois filhos. Marcada por um solo de saxofone, instrumento que o músico também aprendeu a tocar, a canção se tornou símbolo do início da relação do casal. “É a nossa música, de quando ficamos juntos ainda jovens e seguimos escutando ela até hoje”, contou Kate Gilmore ao programa Morning Live, da BBC. Música como elo afetivo O trabalho com música nos hospitais, segundo o musicoterapeuta Geraldo Orlando, não se limita a levar alegria, inclui também o acolhimento da tristeza, da raiva e da angústia. Ele afirma que as canções atuam sobre o corpo, mas também sobre o humor dos pacientes. “É sobre estar presente, escutar de verdade e perceber o que aquele momento precisa. Já fizemos festa, já choramos com pacientes, já dividimos silêncios. Não se limita a levar alegria, inclui também o acolhimento da tristeza, da raiva e da angústia”, destaca o musicoterapeuta com experiência prévia em cuidados paliativos. Kate vivenciou esta experiência do poder da música com Dave. Quando o marido voltou para casa após um longo período internado no hospital, ele estava ansioso e ela usou a música para fazê-lo relaxar. “E, de repente, este homem agitado e ansioso começou a dormir”, relembra ela. O que é o cuidado paliativo Cuidados paliativos são uma abordagem multidisciplinar de saúde e terapia para aumentar a qualidade de vida de pacientes e familiares que convivem com doenças graves para as quais há poucos tratamentos médicos possíveis, focada mais em dar conforto ao paciente. Segundo o geriatra André Tavares, diretor clínico da clínica YUNA, cuidados paliativos significam olhar para a pessoa, e não apenas para a doença. A prática envolve controle de sintomas, principalmente dor, comunicação clara e apoio a pacientes e familiares na definição de um plano de cuidados alinhado a valores e necessidades. “Muitas vezes confundida com a fase final da vida, essa assistência pode ser indicada em qualquer idade e condição, desde doenças crônicas até degenerativas. Estudo da OMS mostra que 56,8 milhões de pessoas precisam desse tipo de suporte a cada ano, mas apenas 14% têm acesso”, lamenta Tavares. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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