Pessoas com doença renal podem comer peixes? Nutricionista esclarece Ouvir 28 de setembro de 2023 Pessoas que têm doença renal crônica (DRC) devem ter atenção constante com a alimentação. Devido ao comprometido dos rins, o órgão não consegue processar bem alguns nutrientes que são parte da alimentação comum. O sódio, o fósforo e o potássio em excesso podem ser vilões para os pacientes acometidos por DRC, pois são substâncias que os rins, por terem diminuído a função, não conseguem filtrar de maneira adequada. Leia também Saúde Doença renal crônica: conheça uma das condições de MC Marcinho Saúde Ingrediente simples pode atenuar consequências de doença renal Saúde Check-up da saúde dos rins deve começar aos 35 anos, diz pesquisa Saúde Transplante de rim: “Estou indo para a fila pela 3ª vez”, diz paciente O que é a doença renal crônica? A doença renal crônica surge a partir de múltiplas causas, desde a dificuldade de controlar condições como pressão alta e diabetes até o hábito de fumar. Ela provoca alterações na função renal e, embora evolua de forma assintomática na maior parte do tempo, pode aparecer associada a outras doenças e resultar em quadros que exigirão hemodiálise ou, até mesmo, transplantes. Os rins são órgãos responsáveis por filtrar o sangue, removendo toxinas que circulam no corpo Cuidado com os peixes As pessoas com DRC precisam estar atentas ao colocar no prato alguns peixes e frutos do mar que são ricos em sódio, fósforo e potássio. “Frutos do mar, particularmente moluscos, como a lula e o polvo, e crustáceos, como o caranguejo e a lagosta, são ricos em potássio e fósforo, dois minerais preocupantes para pacientes com DRC”, explica a nutricionista Thays Mortaia, coordenadora de Nutrição da DaVita. Atum fresco é rico em potássio e pode prejudicar pessoas que têm doença renal Thays também destaca que peixes como atum, sardinha e bacalhau devem ser excluídos do cardápio. “O atum, especialmente o fresco, é rico em potássio, a sardinha é rica em proteínas, fósforo e potássio e o bacalhau é rico em sódio devido ao processo de salga.” A orientação é que as pessoas com o problema de saúde cortem do cardápio todos esses peixes específicos. Outros alimentos que sobrecarregam os rins Outros alimentos também podem intoxicar as pessoas com doença renal crônica. Frutas como banana, uva e abacate; legumes como espinafre, brócolis e tomate; nozes e amêndoas e produtos lácteos contém muito potássio. Alimentos processados, produtos lácteos, cereais integrais, feijões, lentilhas, cacau, nozes e amêndoas possuem muito fósforo. Amêndoas são fonte tanto de fósforo como de potássio As consequências da alimentação desregrada para os pacientes com DRC: Excesso de fósforo. O acúmulo de fósforo no sangue leva à calcificação em tecidos e vasos sanguíneos, complicações cardiovasculares e coceira; Excesso de potássio. Os depósitos elevados de potássio no sangue são muito perigosos, e podem desencadear arritmias e até parada cardíaca; Excesso de sódio. Pode ocasionar hipertensão e sobrecarregar os rins. Como melhorar a alimentação? A nutricionista destaca há alternativas para deixar as refeição com peixes mais equilibrada. “O prato pode ter acompanhamentos como arroz branco, cuscuz e vegetais com baixo teor de potássio. Também é importante optar por molhos e temperos caseiros, com ervas frescas, limão, alho, cebola, alecrim, tomilho, cebolinha e azeite”, conclui Thays. Caso você seja um paciente com doença renal crônica deve procurar um profissional de saúde para a elaboração de um cardápio adequado às suas necessidades. Siga a editoria de Saúde do Metrópoles no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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