Por que algumas músicas “grudam” na nossa cabeça? Ouvir 18 de fevereiro de 2025 Conhece aquele hit viral no TikTok que diz “oh no, oh no no no no no”? Não consigo tirá-lo da minha cabeça. Fica tocando em loop. É como se a melodia tivesse se infiltrado em meus ouvidos. Essa é exatamente a definição de “vermes de ouvido” (earworm, em inglês). Os “vermes de ouvido” são memórias involuntárias desencadeadas por um pensamento, humor ou sugestão externa, como seu trajeto diário. Você não os escolhe, eles simplesmente acontecem. Os cientistas os chamam de imagens musicais involuntárias (INMI, na sigla em inglês). Isso também pode ocorrer se você ouvir uma música repetidamente ou mesmo se simplesmente não estiver fazendo nada. Você nem precisa entender as palavras da música; as pessoas têm “vermes de ouvido” independentemente do idioma e da cultura. Quando você não está ativamente resolvendo problemas ou tomando decisões, seu cérebro muda para um modo padrão onde começa a conectar ideias, sonhar acordado, processar memórias, ou “grudar” uma música em sua cabeça. Leia também Saúde Estudo elenca melhor música para espera no consultório do dentista Saúde Ouvir a música preferida é capaz de reduzir dor física, afirma estudo Saúde Cantar hino pode melhorar fluxo sanguíneo em adultos, revela estudo Claudia Meireles Tocar instrumentos ou cantar pode ajudar a saúde do cérebro; entenda Desencadeamento de emoções A emoção é um grande fator pelo qual algumas músicas grudam em nossas cabeças. “Ou amamos e cantamos junto, ou odiamos e tentamos fazer com que desapareça, Ambas as reações têm como resultado manter a melodia em mente, tornando-a um ‘verme de ouvido’”, afirma Philip Beaman, professor de psicologia experimental da Universidade de Reading, no Reino Unido. A maioria das pessoas gosta realmente de seus “vermes de ouvido”, observa. Você lembra ou pensa em todos os tipos de coisas durante o dia, mas consegue descartar a maioria dos pensamentos quando conclui uma situação. Você pensa, “estou com fome”, come alguma coisa e o pensamento acaba. Com a música, porém, não é tão fácil. “Se você pensa em uma música, ela se desenrola ao longo do tempo”, explica Beaman. Os “vermes de ouvido” são uma memória involuntária que toca como uma sequência em sua mente. É diferente da memória de uma imagem estática, como uma fotografia. Quando se lembra de uma música, você a “ouve” na mente, ou seja, recria na cabeça a experiência de ouvi-la, como se a estivesse reproduzindo. A canção ativa o córtex auditivo, a parte do cérebro responsável pelo processamento do som. “Vermes de ouvido” são trechos de músicas Os “vermes de ouvido” geralmente são curtos – apenas algumas palavras de um refrão, ou um gancho, como uma melodia ou um riff de guitarra. Pense, por exemplo, na música Seven Nation Army, do White Stripes. Elas tendem a ser sequências curtas porque nossos cérebros dividem grandes quantidades de informação em trechos para nos ajudar a lembrá-los. Isso tem a ver com os limites da nossa memória de trabalho. O cérebro só pode armazenar alguns segundos de informação por vez. Pense nisso como a memória RAM de um computador – um armazenamento mental temporário para o que você está fazendo ativamente. Como ao fazer pequenas somas em sua cabeça. A maneira como lembramos de coisas mais longas é de tal forma que o início e o fim de um trecho de informação agem como uma deixa para o próximo. Contudo, se você não sabe o que vem a seguir, o cérebro apenas repetirá o mesmo trecho várias vezes. Características comuns Os “vermes de ouvido” que tendem a ser mais comuns são as canções simples e repetitivas. “As músicas mais populares tendem a ser mais rápidas e têm padrões melódicos incomuns em relação a como sobem e descem”, afirma Michelle Ulor, psicóloga musical e pesquisadora independente. As músicas Bad Romance, de Lady Gaga, e Can’t Get You Out of My Head, de Kylie Minogue são “vermes de ouvido” até hoje. No caso de Minogue, a canção foi originalmente lançada há décadas. Curiosamente, as letras nem sempre são necessárias. Ambas as músicas têm partes vocais não líricas fáceis que são memoráveis e transcendem as barreiras linguísticas. O que fazer para se livrar disso Se você é uma das muitas pessoas que não gosta de músicas que grudam na cabeça, uma boa maneira de se livrar delas é se distrair com outra coisa que chame sua atenção, como se concentrar no trabalho, assistir a um programa de TV ou ouvir uma outra música. Mascar chicletes também funciona para algumas pessoas, uma vez que “existem vias neurais semelhantes envolvidas em ambas as atividades”, diz Ulor. Ouvir a música que está grudada na cabeça também pode, às vezes, “completar” o loop, ajudando seu cérebro a seguir em frente. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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