Saiba quais suplementos e vitaminas não podem ser tomados juntos Ouvir 3 de dezembro de 2024 Para alcançar as recomendações diárias de ingestão de nutrientes, vitaminas e minerais, muitas pessoas recorrem a suplementos alimentares. O uso combinado destas substâncias, porém, pode causar complicações no funcionamento do organismo que os usuários muitas vezes desconhecem. Embora os pós e cápsulas pareçam sempre benéficos, há muitos riscos envolvidos em seu consumo. A mistura de pílulas vitamínicas populares pode desencadear até danos nos órgãos, revelam nutricionistas ouvidos pelo Metrópoles. Leia também Claudia Meireles Médica indica 3 melhores suplementos para mulheres na menopausa Saúde Conheça 4 suplementos indicados para controlar ansiedade e estresse Saúde Black Friday 2024: saiba como escolher melhores suplementos em oferta Vida & Estilo Veja suplemento que dá saciedade, emagrece e ainda aumenta os músculos A nutricionista Wellyda Oliveira, de Brasília, alerta que os suplementos, especialmente os multivitamínicos, só devem entrar na rotina em último caso. “De modo geral, conseguimos obter as vitaminas e minerais essenciais, que o organismo não produz, através de uma alimentação variada e equilibrada composta por alimentos in natura. Os suplementos devem ser usados quando houver diagnóstico de deficiências e necessidades individualizadas. O uso sem acompanhamento profissional é desaconselhado”, defende a nutricionista. Suplementos que não podem ser combinados Os suplementos devem ser pensados como parte da rotina do paciente, avaliando a forma como eles interagem entre si e com os medicamentos usados por cada um. Em linhas gerais, não devem ser tomados em conjunto: Extrato de arroz vermelho fermentado e niacina (vitamina B3) “A combinação mais perigosa que temos é o extrato de arroz vermelho fermentado e a niacina, que supostamente ajuda a diminuir o colesterol. Ela, porém, pode causar danos ao fígado”, alerta a nutricionista Rejane Souza, do grupo Mantevida, de Brasília. Suplemento de arroz vermelho pode reagir mal com multivitamínicos e levar até a problemas no fígado Ferro, magnésio e cálcio Ferro, magnésio e cálcio possuem o mesmo mecanismo de transporte do sistema digestivo até as células. Tomá-los juntos pode sobrecarregar esse sistema e impedir que as doses necessárias da suplementação de fato cheguem ao organismo. O ideal é esperar até duas horas entre o uso de um suplemento e outro. Zinco e cobre Na alimentação, os minerais cobre e zinco não funcionam juntos — eles são absorvidos por um mesmo meio de interação no intestino. Para quem toma muito zinco, é comum haver uma deficiência de cobre, e vice-versa. Estudos indicam que o ferro e a vitamina C também interagem mal com o cobre na alimentação. Vitamina C e cálcio Embora os estudos não sejam conclusivos, existe a hipótese de que a vitamina C interfira na absorção do cálcio, prejudicando sua disponibilidade ou acelerando sua absorção, o que faz a ingestão não ser recomendada. Potássio e cálcio Embora não causem efeitos prejudiciais, potássio e cálcio agem se regulando mutuamente. A ingestão combinada leva à uma neutralização dos benefícios. Suplementos e medicamentos As nutricionistas alertam ainda que suplementos alimentares não devem ser incluídos na dieta em conjunto com alguns medicamentos. “Recomendo cuidado especialmente no uso da erva de São João e antidepressivos. Ambos podem aumentar os níveis de serotonina, levando à uma sobredose que pode causar confusão, agitação, tremores musculares, sudorese, tremores, diarreia e até taquicardia”, alerta Rejane. Suplementos de ferro também não devem ser usados com antibióticos, já que a substância pode cortar os efeitos dos remédios. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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