Suspeita de gordura no fígado? Saiba quais são os principais sintomas Ouvir 27 de outubro de 2025 A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição que tem se tornado cada vez mais comum entre os brasileiros — e o problema é que ela costuma evoluir de forma silenciosa. Leia também Claudia Meireles Suspeita ter gordura no fígado? Hepatologista responde o que fazer Saúde Gordura no fígado: saiba por que é vital proteger o órgão da condição Vida & Estilo Gordura no fígado: “fuja” deste alimento se deseja evitar o quadro Vida & Estilo Aliada do fígado, esta fruta ajuda a prevenir gordura no órgão Segundo o Ministério da Saúde, a doença atinge cerca de um a cada três adultos, muitas vezes sem apresentar sintomas nas fases iniciais. De acordo com o endocrinologista Paulo Bittencourt, presidente do Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig), o acúmulo de gordura nas células hepáticas está diretamente ligado ao excesso de peso, sedentarismo e resistência à insulina. “O problema começa de forma discreta, mas pode evoluir para inflamações crônicas e fibrose, aumentando o risco de cirrose e câncer de fígado”, explica. Embora nem sempre cause manifestações perceptíveis, de acordo com o especialista, existem alguns sinais que podem indicar o acúmulo de gordura no fígado. Sintomas que merecem atenção Cansaço frequente e sensação de fraqueza; Desconforto ou dor leve no lado direito do abdômen; Enjoo e perda de apetite; Inchaço abdominal; Alterações nos exames de sangue, com aumento das enzimas hepáticas. A endocrinologista Marília Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), reforça que o diagnóstico costuma ser feito por exames de imagem, como o ultrassom abdominal. “A gordura no fígado nem sempre causa sintomas, por isso é importante fazer check-ups regulares. Quando descoberta no início, a condição pode ser revertida com mudanças no estilo de vida”, destaca a médica. Fatores de risco e prevenção O desenvolvimento da esteatose hepática está associado a uma combinação de fatores metabólicos e hábitos alimentares. Entre os principais fatores de risco estão a obesidade, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o uso de alguns medicamentos e a diabetes tipo 2. Segundo o Ministério da Saúde, a alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e proteínas magras, e a prática regular de atividade física são as medidas mais eficazes para prevenir o acúmulo de gordura no órgão. Reduzir o consumo de açúcar, alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas também é essencial. Quando procurar um médico Se houver sintomas persistentes, como cansaço intenso, dor abdominal e alterações nos exames hepáticos, é importante procurar um hepatologista ou endocrinologista. O tratamento é individualizado e, na maioria dos casos, envolve reeducação alimentar e acompanhamento médico contínuo. “A boa notícia é que o fígado tem grande capacidade de regeneração. Com diagnóstico precoce e mudanças de hábitos, é possível reverter totalmente o quadro”, conclui Bittencourt. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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