Terapia com laser ajuda no combate à hipertensão associada à menopausa Ouvir 11 de agosto de 2025 Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizaram um experimento promissor demonstrando que a luz de baixa intensidade, aplicada como fotobiomodulação, pode ajudar a reduzir a hipertensão desencadeada pela menopausa – condição simulada em ratinhas sem ovário. O estudo foi publicado na revista Springer Nature em 18 de março. No modelo experimental, 26 ratas com 70 dias de vida foram divididas em três grupos: controle, ovariectomizadas (sem ovários) e ovariectomizadas tratadas com fotobiomodulação duas vezes por semana durante 15 dias. A laserterapia de baixa portência já é usada para acelerar processos de cicatrização, diminuir inflamações e aliviar dores de maneira complementar. Leia também Saúde É possível emagrecer na menopausa? Médica esclarece dúvidas Saúde Estudo vê aumento alarmante de artrose em mulheres na pós-menopausa Saúde Entenda o que a menopausa tem a ver com a gordura no fígado Saúde “Entrei na puberdade aos 4 anos e na menopausa aos 16”, diz jovem Todas as ratinhas ovariectomizadas desenvolveram quadro de hipertensão devido à queda hormonal, refletindo aspectos comuns do envelhecimento reprodutivo feminino. O grupo que recebeu a aplicação de laser de baixa intensidade na área abdominal apresentou um efeito hipotensivo claro, o que sugere uma ação benéfica sobre a regulação da pressão arterial nesse contexto fisiológico específico. A fotobiomodulação melhorou a função do endotélio, diminuiu o estresse oxidativo e elevou os níveis de óxido nítrico, gás produzido naturalmente pelo organismo que atua como vasodilatador. O que é fotobiomodulação? A laserterapia de baixa potência, também chamada de fotobiomodulação, é uma abordagem terapêutica complementar que utiliza feixes de luz de baixa intensidade para estimular funções biológicas do organismo. Entre seus efeitos estão a aceleração de processos de cicatrização, o alívio de dores e a diminuição de inflamações. Cicatrização de feridas: a aplicação do laser pode favorecer e acelerar a recuperação de lesões, incluindo feridas crônicas, queimaduras e úlceras. Controle da dor: o uso da fotobiomodulação pode reduzir dores relacionadas a diferentes condições, como problemas musculares, articulares e dores neuropáticas. Ação anti-inflamatória: a terapia com laser auxilia na diminuição de processos inflamatórios em tecidos, contribuindo para a recuperação. Uso na odontologia: pode ser indicada no tratamento de mucosite, aftas, alterações na articulação temporomandibular (ATM), entre outras situações clínicas. Aplicações na fisioterapia: em pacientes com queimaduras, a laserterapia pode contribuir para acelerar a cicatrização, aliviar dores e até melhorar a função pulmonar. Atuação na enfermagem: profissionais de enfermagem capacitados podem empregar a técnica no cuidado de feridas, incluindo o método ILIB (irradiação laser intravenosa do sangue). Em ratinhas sem útero, o uso do laser de baixa frequência ajudou a controlar a pressão arterial Esse resultado reforça a relevância da fotobiomodulação – uma intervenção não invasiva e de baixo custo – como uma possível alternativa ou complemento aos tratamentos tradicionais para o controle da hipertensão em mulheres na pós-menopausa. No entanto, é importante destacar que esses achados ainda são preliminares, baseados em modelo animal. Apesar dos resultados positivos observados em diferentes especialidades, ainda são necessários estudos mais amplos e consistentes para uniformizar os protocolos e avaliar os efeitos no longo prazo. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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