Tipo sanguíneo híbrido raro é identificado em 3 pessoas da Tailândia Ouvir 27 de novembro de 2025 Em meio a uma investigação sobre por que alguns exames de sangue não se comportam como esperado, pesquisadores da Universidade Mahidol, na Tailândia, identificaram três pessoas com uma versão inédita do fenótipo B(A). A descoberta, publicada na revista Transfusion and Apheresis Science em março, levanta a possibilidade de que outras alterações difíceis de detectar ainda passem despercebidas pelos testes tradicionais para procedimentos importantes, como transfusões. O levantamento analisou 544.230 amostras coletadas ao longo de oito anos no Hospital Siriraj, o maior do país. Entre elas, somente três apresentaram um padrão molecular incomum que mistura características dos tipos B e A, algo estimado em 0,00055% da população, ou cerca de uma pessoa a cada 180 mil. Quando o sangue não segue o padrão O tipo sanguíneo costuma ser definido a partir dos antígenos nas hemácias e dos anticorpos presentes no plasma. É essa combinação que determina se uma transfusão será segura. Às vezes, porém, esses dois componentes não contam a mesma história, criando uma incompatibilidade conhecida como discrepância ABO, que exige investigação extra para evitar riscos ao paciente. Leia também Saúde Após 50 anos, cientistas identificam novo tipo de grupo sanguíneo raro Brasil Procedimento inédito salva mãe e bebê com tipos sanguíneos diferentes Vida & Estilo Dieta do tipo sanguíneo é mito ou ajuda na alimentação personalizada? Distrito Federal Dengue: mosquito “prefere” tipo sanguíneo O e quem acabou de beber Ao revisar 285.450 amostras de doadores e 258.780 de pacientes, a equipe encontrou 396 casos em que os resultados dos exames não batiam. Metade deles foi retirada da análise porque envolvia pessoas que tinham passado por transplante, situação em que o sangue pode temporariamente adotar características do doador. No fim, sobraram 198 amostras com algum tipo de incompatibilidade, mas apenas uma apresentou o fenótipo B(A). Entre os doadores, dois casos também chamaram atenção. A raridade levou os pesquisadores a investigar mais a fundo o material genético das três pessoas identificadas. O sequenciamento mostrou quatro mutações inéditas no gene ABO, responsável pela enzima que adiciona açúcares às hemácias. Apesar de o sangue ser classificado como tipo B, essa versão alterada da enzima produz uma leve atividade parecida com a do antígeno A, o que acaba confundindo os testes de tipagem. Por que entender essas variantes importa Esse tipo de achado ajuda a explicar situações em que resultados laboratoriais não se encaixam nos padrões clássicos e reforça a necessidade de métodos avançados quando há dúvidas sobre a compatibilidade sanguínea. Para transfusões, pequenas diferenças podem determinar se o corpo vai aceitar ou rejeitar o sangue recebido. Os autores ressaltam que ainda é preciso investigar como essas mutações alteram a estrutura da enzima e quais impactos isso pode ter no organismo. Eles também sugerem que outras variantes discretas podem existir, mas permanecer invisíveis em análises rotineiras. A descoberta se soma a outros avanços recentes na área. Em 2024, pesquisadores desvendaram um enigma de 50 anos ao revelar que uma anormalidade encontrada no sangue de uma gestante, em 1972, representava um novo sistema sanguíneo. Já no início deste ano, cientistas na França identificaram o chamado Gwada-negativo, considerado o grupo mais raro já registrado. O paciente de Guadalupe que carregava essa característica foi descrito pelo especialista Thierry Peyrard como a única pessoa no mundo compatível consigo mesma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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