Vocalista do A-ha é diagnosticado com Parkinson. Conheça os sintomas Ouvir 6 de junho de 2025 A banda norueguesa A-ha anunciou na última quarta-feira (4/6) que o vocalista Morten Harket, de 65 anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Ícone da música pop dos anos 1980, o grupo compartilhou a notícia por meio do seu site oficial. “Esse não é o tipo de notícia que alguém gostaria de dar ao mundo, mas Morten tem doença de Parkinson e tem lutado contra o próprio corpo nos últimos anos”, escreveu a banda. Em depoimento, Harket contou que preferiu manter a condição em sigilo por um tempo, buscando preservar um ambiente tranquilo para seguir trabalhando. “Reconhecer o diagnóstico não foi um problema para mim. É a minha necessidade de paz e tranquilidade para trabalhar que tem me impedido. Estou fazendo o melhor que posso para evitar que todo o meu organismo entre em declínio”, disse. O que é o Parkinson? O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro. Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson. A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades. A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores. Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga. Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação. Sintomas da doença O Parkinson é uma doença neurológica crônica e progressiva que afeta principalmente os movimentos.Os primeiros sinais podem ser sutis e variar de pessoa para pessoa, mas costumam incluir lentidão motora, rigidez muscular e tremores em repouso. Os sintomas podem evoluir e comprometer a realização de atividades básicas do dia a dia, como se vestir ou caminhar. Segundo o neurologista Matheus Ferreira Gomes, do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, a combinação de lentidão e rigidez é a que mais afeta a mobilidade. “Os sintomas tendem a se desenvolver de maneira gradual, embora essa progressão varie entre os indivíduos”, explica. Em estágios mais avançados, a doença pode causar dificuldades para engolir, aumentando o risco de aspiração e pneumonia. Leia também Celebridades Vocalista do A-ha, Morten Harket, revela diagnóstico de Parkinson Celebridades Jornalista Renata Capucci relembra os primeiros sinais do Parkinson Saúde “Achei que era estresse”, diz mulher com tremores do Parkinson aos 37 Saúde Pesquisa projeta aumento de 112% de casos de Parkinson até 2050 Além dos sinais motores, o Parkinson pode causar variações de humor e distúrbios intestinais. “A doença frequentemente se manifesta por meio de alterações no sono, depressão, ansiedade, fadiga e problemas cognitivos, impactando a saúde mental e o bem-estar emocional”, afirma o neurocirurgião Alander Sobreira, da Rede Oto. Essas manifestações contribuem para o isolamento social, a perda da autonomia e um maior risco de quedas, o que pode reduzir a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes. 8 imagensFechar modal.1 de 8 Parkinson é uma doença neurológica caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images2 de 8 Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular Elizabeth Fernandez/ Getty Images3 de 8 Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura izusek/ Getty Images4 de 8 Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono SimpleImages/ Getty Images5 de 8 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos Ilya Ginzburg / EyeEm/ Getty Images6 de 8 Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida Visoot Uthairam/ Getty Images7 de 8 JohnnyGreig/ Getty Images8 de 8 O Parkinson não tem cura, mas o tratamento pode diminuir a progressão dos sintomas e ajudar na qualidade de vida. Além de remédio, é necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Em alguns casos, há possibilidade de cirurgia no cérebro Andriy Onufriyenko/ Getty Images Diagnóstico e tratamento O diagnóstico da doença é baseado na avaliação dos sintomas e no exame neurológico. Detectar a condição precocemente é essencial para melhorar o manejo da doença. “Embora não haja cura, intervenções multidisciplinares que incluem medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico, podem ajudar significativamente a controlar os sintomas e retardar a progressão da doença”, diz Alander. Entre as opções terapêuticas, estão medicamentos e intervenções como a estimulação cerebral profunda. “Para indicar a estimulação profunda cerebral, o paciente deve passar por avaliação neuropsicológica e por exames de imagem. Quando bem indicada, a cirurgia pode minimizar os sintomas e proporcionar melhora significativa na qualidade de vida, embora não represente uma cura”, explica Matheus. Há formas de prevenção? A causa exata da doença de Parkinson ainda é desconhecida, mas alguns hábitos podem ajudar a proteger a saúde cerebral. “A prática regular de atividade física, uma dieta rica em antioxidantes e a manutenção de hábitos saudáveis são importantes. Além disso, evitar a exposição a pesticidas e outros neurotóxicos tem sido associado a um menor risco de desenvolver a doença”, finaliza Alander. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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