Maioria dos adolescentes se recupera da Covid longa em 2 anos Ouvir 4 de dezembro de 2024 Um levantamento de pesquisadores ingleses publicado na Nature Communications Medicine, nesta quarta-feira (4/12), mostrou que sete em cada dez crianças e adolescentes se recuperam das consequências da Covid em até dois anos após a infecção. A Covid longa, também chamada de Covid persistente, é caracterizada pela presença de um ou mais sintomas da doença após três meses do fim da infecção viral. Entre os sintomas característicos do quadro estão tosse, dificuldade para respirar e nevoeiro cerebral. Leia também Saúde O impacto da Covid longa e de outras doenças crônicas invisíveis Saúde Mulher diagnosticada com câncer de pulmão achava que tinha Covid longa Saúde Lesões cerebrais estão por trás de sintomas de Covid longa, diz estudo Saúde Estudo identifica sintomas da Covid longa em crianças e adolescentes Os pesquisadores questionaram voluntários que tiveram Covid a cada três meses para avaliar diversos aspectos da recuperação e buscar possíveis consequências da Covid. A investigação reuniu 943 pacientes que tinham entre 11 e 17 quando testaram positivo para Covid. As infecções ocorreram entre setembro de 2020 e março de 2021, período anterior ao surgimento da variante Ômicron. 13 imagens Fechar modal. 1 de 13 Sem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada Freepik 2 de 13 Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo Pixabay 3 de 13 Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais iStock 4 de 13 Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar Getty Images 5 de 13 A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus Freepik 6 de 13 Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo Metrópoles 7 de 13 Especialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo Getty Images 8 de 13 Por enquanto, ainda não há um tratamento adequado para esse quadro clínico que aparece após a recuperação da Covid-19. O foco principal está no controle dos sintomas e no aumento gradual das atividades do dia a dia Getty Images 9 de 13 Apesar de uma total recuperação da doença, estudos recentes da Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, alertam que qualquer pessoa recuperada da Covid-19 pode sofrer complicações no ano seguinte à infecção, uma covid longa Getty Images 10 de 13 Foram analisados os dados de 150 mil pessoas que tiveram Covid-19 para chegar às complicações mais comuns Getty Images 11 de 13 O risco de ter um ataque cardíaco, por exemplo, é 63% maior para quem já teve a infecção. A chance de doença arterial coronariana sobe para 72%, e para infarto, 52% Getty Images 12 de 13 Também chama a atenção dos cientistas o aumento da quantidade de pacientes com depressão e ansiedade Getty Images 13 de 13 O estudo também registrou casos de Doença Arterial Coroniana, falência cardíaca, coágulos sanguíneos, batimentos irregulares e embolia pulmonar Getty Images Covid longa melhorou progressivamente Entre os voluntários, 233 tiveram sintomas três meses após o PCR positivo, confirmando o quadro de Covid longa. Passados seis meses, o número já tinha caído para 135 e, após dois anos, apenas 68 continuavam com mais de um sintoma da doença. A pesquisa indicou que quanto mais pobres as crianças, mais lenta foi a recuperação delas. Os que tiveram a Covid já mais perto da vida adulta, entre os 16 e os 17 anos, também seguiram com os sintomas por mais tempo. “A notícia de que os pacientes se recuperaram na maioria dos casos é fabulosa mas ainda pretendemos fazer mais pesquisas para tentar entender melhor por que 68 adolescentes seguem com sintomas”, explicou o professor Terence Stephenson, líder do estudo. A maior parte dos que ainda sentiam sequelas do vírus após dois anos tinham cansaço, problemas para dormir, dificuldades para respirar e dores de cabeça. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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