Crianças de Brumadinho têm altos níveis de arsênio, segundo Fiocruz Ouvir 31 de janeiro de 2025 Em estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado na última sexta-feira (24/1), mostra que houve um aumento da taxa de detecção de metais pesados na urina de crianças de Brumadinho, em Minas Gerais. Os pesquisadores encontraram altos níveis de arsênio em crianças de 0 a 6 anos de idade seis anos após a tragédia do rompimento de barragem da cidade mineira. Além disso, substâncias como cádmio, mercúrio, chumbo e manganês também foram detectadas. Também foi observada a presença de metais pesados entre os adultos e adolescentes da região. Essa população também apresenta altas taxas de doenças respiratórias e de saúde mental — como ansiedade e depressão. “Diante desse cenário é desejável que se tenham ações para acompanhamento dos fatores de risco cardiovascular, tais como hipertensão e colesterol alto, e doenças respiratórias, além de ações de promoção da saúde”, alerta o estudo da Fiocruz. Leia também Brasil Caso Brumadinho: Justiça suspende ação contra ex-presidente da Vale Guilherme Amado Brumadinho: TJMG travou por 5 anos ação da sociedade civil contra Vale Brasil Bolo com arsênio: sogra acredita que era único alvo do envenenamento Saúde Arsênio: venda da substância química venenosa é proibida ao público Saúde em Brumadinho A pesquisa da Fiocruz foi iniciada em 2021. Desde então, moradores de Brumadinho são acompanhados com entrevistas e exames que avaliam uma série de aspectos relacionados à saúde, para que os pesquisadores possam monitorar mudanças em médio e longo prazo. Foram comparados dados de 2021 e 2023. No primeiro ano foram coletadas amostras de 3.297 participantes, sendo 217 crianças, 275 adolescentes e 2.805 adultos. Já em 2023, foram 2.825 participantes: 130 crianças, 175 adolescentes e 2.520 adultos. O percentual total de crianças com níveis de arsênio acima do valor de referência passou de 42%, em 2021, para 57%, em 2023. A substância também foi encontrada em 20% dos adultos e 9% dos adolescentes. Em altas concentrações, a exposição ao arsênio causa sintomas como vômitos, dores abdominais e diarreia e pode levar à morte Riscos da exposição ao arsênio A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o arsênio como um dos 10 elementos químicos de grande preocupação para a saúde pública. A exposição prolongada pode gerar diversos danos à saúde, como doenças cardíacas, diabetes, problemas no desenvolvimento, danos ao sistema nervoso e câncer. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Após mortes confirmadas no Brasil, surto do oropouche atinge a Europa 14 de agosto de 2024 O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) emitiu um alerta na última sexta-feira (9/8) sobre a febre oropouche, que chegou à Europa após foco inicial na América do Sul. De acordo com o comunicado, entre junho e julho de 2024, pela primeira vez, 19 casos da doença… Read More
7 receitas ricas em proteínas para o lanche da tarde 4 de junho de 2025 O lanche da tarde é uma oportunidade perfeita para reabastecer o corpo com nutrientes essenciais e manter os níveis de energia durante o resto do dia. Quando se trata de escolher comidas saudáveis, é importante garantir que elas sejam equilibradas e contenham uma boa quantidade de proteínas, fundamentais para a… Read More
Doenças priônicas são raras, mas devastadoras 30 de outubro de 2025 *O artigo foi escrito pelos professores Tuane Vieira e Jerson Lima Silva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e publicado na plataforma The Conversation Brasil. As doenças priônicas são raras. Mas são devastadoras — não têm cura. Depois do diagnóstico, a evolução costuma ser rápida, em meses. Elas… Read More