Jovem morre aos 23 anos após negar tratamento com quimioterapia Ouvir 25 de junho de 2025 Por falta de informação, Paloma Shemirani morreu aos 23 anos, apenas sete meses após ser diagnosticada com linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer no sangue. Apesar das altas chances de cura, os irmãos da jovem britânica contam que ela recusou o tratamento oferecido influenciada por teorias da conspiração defendidas pela mãe. Paloma é filha de Kate Shemirani, uma ex-enfermeira antivacina que ficou famosa na pandemia de Covid-19 por ser contra o lockdown e o uso de máscaras. Quando recebeu o diagnóstico, a jovem foi convencida a rejeitar a medicina tradicional. “Minha irmã morreu por causa das crenças da minha mãe. Não quero que outras famílias passem pela mesma dor”, afirma Sebastian Shemirani à BBC britânica. Caso Kate Shemirani Paloma Shemirani foi diagnosticada com câncer em 2023. Influenciada pela mãe, a jovem negou a quimioterapia e morreu 7 meses depois. Os irmãos de Paloma contam que foram educados pelos pais com teorias da conspiração. Kate Shemirani, mãe de Paloma, ficou famosa no período pandêmico por apoiar as ideia antivacinas. Gabriel, irmão gêmeo de Paloma, também culpa as redes sociais por amplificar ideias perigosas. “Não consegui salvá-la, mas posso tentar evitar que outros morram assim”. Os irmãos afirmam que cresceram expostos a teorias da conspiração em casa. Desde a infância, ouviam conteúdos negacionistas, como os de Alex Jones, que nega tragédias como o 11 de setembro. Leia também Saúde Câncer de mama: mulheres com pouca massa muscular têm pior prognóstico Saúde Novo teste genético prevê resistência do câncer à quimioterapia Saúde Câncer de apêndice aumenta entre a geração mais jovem, mostra estudo Saúde Câncer de apêndice cresce entre jovens e alarma cientistas Para Sebastian e Gabriel, os pais usavam essas ideias como forma de controle. “Minha mãe chegou a desligar o wi-fi da casa porque dizia que era perigoso”, lembra Sebastian. Kate e o ex-marido negam as acusações e alegam que a filha foi vítima de intervenção médica sem consentimento. Linfoma não Hodgkin O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático, uma rede de pequenos vasos e gânglios, que é parte tanto do sistema circulatório como do sistema imune. Esse é um dos tipos de câncer hematológico mais comuns. O aumento de gânglios e linfonodos sem razão aparente — quando não está associada a uma infecção, por exemplo — deve ser investigado. Os principais sintomas de alerta são: Aumento dos linfonodos localizados no pescoço, axila e virilha; Perda de peso sem justificativa; Febre; Suores durante a noite; Anemia; Infecções recorrentes; Facilidade para sangramento. Tratamento O tratamento desse câncer depende do tipo de linfoma e da gravidade dele. Os agressivos, na maioria das vezes, serão tratados com quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Em algumas situações também pode ser indicado o transplante de medula óssea. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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