Meningite: vacina de reforço será substituída para ampliar proteção Ouvir 26 de junho de 2025 A partir da próxima terça-feira (1º/7), a vacina de reforço contra meningite oferecida a bebês de 12 meses será substituída por uma versão mais abrangente: a meningocócica ACWY. Com a mudança, além da proteção contra o sorotipo C, as crianças também estarão protegidas contra os sorogrupos A, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. O microrganismo é responsável por formas graves de meningite e infecções generalizadas, como a meningococcemia. A decisão foi informada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (26/6), por meio da nota técnica, e faz parte de uma estratégia nacional de enfrentamento das meningites até 2030. O que é a meningite? A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença é endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano, com surtos e epidemias ocorrendo ocasionalmente. Em geral, a transmissão é de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Também ocorre a transmissão fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados e contato com fezes. Os principais sintomas da meningite incluem febre alta, dor de cabeça intensa e rigidez na nuca, além de outros sintomas como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês, pode haver irritabilidade, dificuldade de alimentação e sonolência. Casos graves podem apresentar convulsões, confusão mental e manchas vermelhas na pele. Leia também Saúde Sintomas de meningite: como identificar a doença logo no início Brasil GO: menina de 7 anos morre enquanto dormia e suspeita é de meningite Brasil Verme causador da meningite é encontrado em caramujo em Nova Iguaçu Saúde OMS: envenenamento ou meningite podem ter causado mortes no Congo Esquema de vacinação continua o mesmo O esquema básico de imunização contra meningite em bebês segue mantido: duas doses da vacina meningocócica C (conjugada), aplicadas aos 3 e aos 6 meses de idade. A novidade está na dose de reforço, feita aos 12 meses, que agora passará a ser feita com a versão ACWY, cobrindo quatro tipos da bactéria ao invés de apenas um. Crianças que perderam a dose de reforço aos 12 meses ainda poderão recebê-la até os 4 anos e 11 meses. As que já receberam o reforço com a vacina meningocócica C não precisarão ser revacinadas. Proteção mais ampla Apesar da queda na incidência de meningite em pessoas vacinadas — um efeito observado desde a introdução das vacinas conjugadas —, o Ministério da Saúde reforça que a doença continua sendo motivo de atenção, especialmente por sua gravidade e potencial letal. A troca da vacina visa ampliar a proteção da população infantil diante de mudanças no perfil dos sorotipos circulantes no país. Além da vacina meningocócica, o SUS também oferece imunização gratuita contra outros agentes que causam meningite bacteriana, como o pneumococo e o Haemophilus influenzae tipo b. A ampliação da proteção na infância é considerada uma estratégia fundamental na meta de reduzir significativamente as mortes e complicações causadas pela doença até o fim da década. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Entrei na menopausa, preciso de reposição hormonal? Entenda 28 de abril de 2025 Angélica, Luana Piovani, Sandra Annemberg, Claudia Raia, entre outras famosas, estão passando por algo em comum: a menopausa. Até 2030, serão 1 bilhão de mulheres atravessando o climatério, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda assim, o tema é um tabu, já que o estágio é visto como um… Read More
3 segredos para ganhar massa muscular e perder gordura ao mesmo tempo 20 de maio de 2025 Para emagrecer com saúde não basta apenas perder gordura corporal: é preciso substituí-la por massa muscular. No entanto, atingir os dois processos com eficiência e simultaneamente não é uma tarefa fácil. Apesar de ser um objetivo muito desejado pela maioria das pessoas que frequentam a academia, para alguns indivíduos essa… Read More
Notícias Cérebro leva até sete meses para reparar efeitos do álcool, diz estudo 10 de novembro de 2023 A ciência já comprovou há alguns anos que, além de outros problemas de saúde, o abuso de álcool pode diminuir o volume do cérebro. A bebida atinge principalmente a superfície do órgão, o córtex (popularmente chamado de massa cinzenta), zona responsável pela capacidade de refletir e falar, e que também… Read More