Pessoas com demência vivem mais hoje do que há 20 anos, aponta estudo Ouvir 8 de julho de 2025 Pessoas diagnosticadas com demência estão vivendo mais do que há duas décadas, graças ao diagnóstico precoce, aos tratamentos medicamentosos mais eficazes e a intervenções psicossociais adaptadas às necessidades de cada paciente. A conclusão é de um estudo global liderado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, publicado em maio na revista científica Communications Medicine. A pesquisa avaliou dados de mais de 1,2 milhão de pessoas com mais de 60 anos diagnosticadas com demência entre 2000 e 2018 em oito regiões do mundo. Em cinco delas — Ontário (Canadá), Reino Unido, Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong –, o risco de morte após o diagnóstico diminuiu ao longo do tempo, indicando uma sobrevida maior para quem recebe a confirmação da doença hoje em comparação com anos anteriores. “A demência é uma prioridade global de saúde pública. Entender como a sobrevivência varia entre países e ao longo do tempo ajuda os formuladores de políticas a avaliar o impacto real nos serviços de saúde e assistência social”, afirma a principal autora do estudo, Hao Luo, professora assistente na Escola de Ciências da Saúde Pública da Universidade de Waterloo, em comunicado oficial à imprensa. Leia também Saúde 7 hábitos para ajudar a prevenir as síndromes demenciais Saúde Remédio comum para tosse pode retardar demência causada pelo Parkinson Saúde Demência: 3 sinais além do esquecimento Saúde Cientistas identificam molécula que protege cérebro e reverte demência Segundo Luo, os avanços nas estratégias de prevenção e tratamento da demência, além do maior acesso a medicamentos e terapia psicossociais, explicam parte da melhora na expectativa de vida dessas pessoas. Ele ressalta que esse conhecimento é fundamental para que famílias e pacientes tomem decisões informadas sobre cuidados futuros e para que os médicos possam oferecer prognósticos mais precisos. Entre as oito regiões analisadas, apenas a Nova Zelândia apresentou aumento no risco de morte após o diagnóstico hospitalar. Os pesquisadores descobriram que, entre 2014 e 2018, o país adotou uma estratégia nacional para transferir os cuidados com demência não complicada para a atenção primária, liberando serviços especializados. Como consequência, muitos pacientes passaram a chegar aos hospitais já em estágios avançados da doença, o que levou ao aumento da mortalidade. O que é demência? Demência é um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes. Atualmente, o SUS oferece diagnóstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demência, incluindo Alzheimer, em centros de referência e unidades básicas de saúde. Um diagnóstico precoce permite ações terapêuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida. Dados do Ministério da Saúde mostram que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados. Nos demais países, que representam 84% dos participantes do estudo, a redução no risco de morte está associada à implementação ou desenvolvimento de estratégias nacionais para a demência — como é o caso do Canadá, Reino Unido, Coreia do Sul, Taiwan, Finlândia e Alemanha. Nos dois últimos, no entanto, os dados foram considerados inconclusivos. Luo destaca que, no futuro, pretende analisar como outras doenças que coexistem com a demência – as chamadas comorbidades – influenciam na sobrevida. “Fizemos algumas concessões metodológicas para padronizar a análise multinacional, como não contabilizar o impacto dessas condições. Um próximo passo é compreender melhor os padrões de comorbidades e seu efeito sobre a sobrevivência das pessoas com demência”, explica. A demência exige atenção além do envelhecimento normal. Reconhecer sinais precoces, buscar avaliação na atenção primária e adotar ações preventivas e terapêuticas tem impacto direto na qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Endometriose: consumo de álcool pode piorar a doença 4 de agosto de 2024 Para mulheres com endometriose, as bebidas alcoólicas podem significar um risco e um agravante dos sintomas da doença. A endometriose é uma condição crônica, em que tecidos semelhantes ao do revestimento uterino crescem fora dele, causando dor e outros desconfortos. São vários fatores interligados, que envolvem aspectos imunológicos, hormonais e… Read More
Notícias Cientistas criam vacina que protege contra coronavírus desconhecidos 6 de maio de 2024 Pesquisadores criaram uma nova vacina com potencial para proteger contra uma ampla gama de coronavírus, incluindo tipos ainda não conhecidos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Nanotechnology nesta segunda (6/5). Segundo os cientistas, para se proteger de futuras pandemias, é necessário que as vacinas cubram uma série de… Read More
Nutricionista indica 4 bebidas para ajudar a desinchar a barriga 3 de maio de 2024 O inchaço abdominal é um desconforto comum para muitas pessoas. A sensação desagradável é provocada, geralmente, por gases intestinais e pode ser acompanhada por dores e barulhos na barriga. Se você está sofrendo com isso e precisa resolver com urgência, algumas dicas de bebidas podem ser eficientes. Leia também Vida… Read More