Ócio: estudo mostra que ficar sem fazer nada faz bem ao cérebro Ouvir 9 de julho de 2025 Em uma sociedade cada vez mais guiada pela lógica da produtividade constante, muitos enxergam momentos de inatividade como inúteis ou prejudiciais. No entanto, pesquisadores do Instituto Médico Howard Hughes, nos Estados Unidos, mostraram que estar distraído contribui para o aprendizado do cérebro. O estudo foi publicado em junho na revista científica Nature. Leia também Saúde Uso excessivo de analgésicos para enxaqueca pode afetar o cérebro Saúde Mentir pode afetar o cérebro e a saúde mental, alertam especialistas Saúde Tricotar fortalece o cérebro e combate solidão, confirma estudo Saúde Estudo revela que Parkinson pode não começar no cérebro Utilizando registros das atividades neuronais de camundongos, cientistas descobriram que o cérebro continua ativo e aprendendo, mesmo quando não está envolvido em situações que não haja instruções, metas ou recompensas envolvidas. “Mesmo quando você está distraído, apenas andando por aí ou acha que não está fazendo nada especial ou difícil, seu cérebro provavelmente ainda está trabalhando duro para ajudá-lo a memorizar onde você está, organizando o mundo ao seu redor, para que quando você não estiver mais distraído — quando realmente precisar fazer algo e prestar atenção — você esteja pronto para fazer o seu melhor”, diz um dos autores do artigo, Marius Pachitariu, em comunicado. Por que momentos de descanso são importantes para o cérebro? Consolidação da memória: durante o descanso, o cérebro processa e armazena informações, fortalecendo memórias e aprendizados. Redução do estresse: pausas auxiliam na diminuição da produção de cortisol (hormônio do estresse). Melhora do foco: interrupções durante atividades mentais intensas recuperam o foco e a concentração. Ajuda na criatividade: ficar sem fazer nada durante um tempo permite que o cérebro crie novas conexões e ideias, auxiliando na criatividade e na resolução de problemas. Protege a saúde mental: além de um sono saudável, o descanso previne a ocorrência da ansiedade, depressão e outros problemas ligados à saúde mental. Auxilia no humor e bem-estar: pausas para o cérebro ajudam a equilibrar o emocional, contribuindo na melhora do humor e a sensação de bem-estar. Tecnologia envolvida no estudo Durante o estudo, os pesquisadores criaram um ambiente de realidade virtual onde os camundongos percorriam corredores com texturas visuais variadas. Algumas estavam associadas a recompensas, e outras não. Após alterações sutis no ambiente, eles observaram mudanças duradouras na atividade neural. Ao comparar os dois grupos de roedores, a equipe de pesquisa identificou que os que exploraram livremente o ambiente aprenderam muito mais rápido a associar texturas a recompensas quando uma tarefa foi inserida, do que aqueles que foram treinados para realizar diretamente as tarefas. “Isso significa que você nem sempre precisa de um professor para te ensinar: você ainda pode aprender sobre o seu ambiente inconscientemente, e esse tipo de aprendizado pode te preparar para o futuro. Fiquei muito surpreso. Tenho feito experimentos comportamentais desde o meu doutorado e nunca imaginei que, sem treinar camundongos para realizar uma tarefa, você encontraria a mesma neuroplasticidade”, revela o autor principal da pesquisa, Lin Zhong. Momentos de descanso ajudam o cérebro a racicionar melhor Como as mudanças nas conexões neurais foram observadas sem necessidade de instrução direta, os cientistas perceberam que o cérebro se prepara para aprender mesmo em situações de ócio ativo. Além disso, os pesquisadores descobriram que o córtex visual – região do cérebro responsável pelo processamento da informação visual – possui áreas especializadas para diferentes tipos de aprendizado. Algumas delas estão envolvidas no aprendizado não supervisionado, enquanto outras se ativam apenas quando há tarefas orientadas. O mais impressionante é que o cérebro pode ligar ambos os modos ao mesmo tempo. A nova descoberta ajuda a ampliar a compreensão de que forma acontece o processo de aprendizagem no cérebro. “É uma porta de entrada para estudar esses algoritmos de aprendizado não supervisionados no cérebro, e se essa é a principal maneira pela qual o cérebro aprende, em oposição a uma maneira mais instruída e direcionada a objetivos. Precisamos estudar essa parte também”, finaliza Pachitariu. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Folha amazônica usada no tacacá pode aumentar o prazer sexual 27 de outubro de 2025 A folha e as flores do jambu — também chamado de “tremidão” em razão da leve vibração que provoca na boca — são muito mais do que ingredientes típicos da culinária amazônica. Elas atuam como um alimento funcional, com vários benefícios para a saúde. Rico em ferro e vitamina C,… Read More
Notícias Chá anti-inflamatório ajuda a aliviar os sintomas da menopausa 5 de outubro de 2025 O chá das folhas da amoreira preta tem origem na Ásia, onde é consumido há séculos por suas propriedades medicinais. Além de ser valorizado pelo sabor suave, tem espaço na rotina de quem busca alternativas naturais para apoiar a saúde e o bem-estar. A planta concentra compostos bioativos que atuam… Read More
Outubro Rosa: especialista ressalta a importância da mamografia 19 de outubro de 2024 O Outubro Rosa é uma campanha extremamente importante na conscientização do câncer de mama, uma doença bem grave, mas que pode ter cura, especialmente se o diagnóstico for precoce. Ela tem como objetivo ensinar as pessoas, especialmente as mulheres, sobre a importância do autoexame e dos exames de rotina, assim… Read More