Gordura no fígado tem sintomas? Conheça sinais associados à condição Ouvir 16 de novembro de 2025 A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, é um diagnóstico que avança em ritmo acelerado no mundo. Entre 1990 e 2019, a prevalência global da forma não alcoólica da condição subiu de 25% para cerca de 38%, segundo um levantamento publicado na revista Hepatology em 2023. O avanço inquieta pesquisadores e pressiona sistemas de saúde, especialmente pela dificuldade de diagnóstico, já que a condição evolui de forma silenciosa a maior parte do tempo. Entretanto, alguns sinais permitem identificar pessoas com alto risco e também aquelas que já têm um quadro avançado da condição. Leia também Saúde Gordura no fígado: saiba sinais que exigem atenção e como se prevenir Vida & Estilo Gordura no fígado: 6 alimentos que ajudam a reduzir o problema Vida & Estilo Estudo: remédio mostra melhora em casos graves de gordura no fígado Vida & Estilo Entenda a relação entre a proteína e o acúmulo de gordura no fígado A endocrinologista Natalia Cinquini, consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que o sedentarismo e padrões alimentares inadequados, privilegiando industrializados e comidas gordurosas, são um sinal de alerta. “Muitas pessoas acreditam que apenas quem bebe muito corre o risco de ter gordura no fígado, mas não é verdade. O estilo de vida está afetando o fígado de pessoas de qualquer idade”, diz. A esteatose hepática é identificada quando o acúmulo de gordura supera 5% da composição do fígado. Sem mudanças de hábito que revertam o quadro, a progressão pode levar à inflamação, à fibrose, à cirrose e, em situações extremas, ao câncer hepático. “Acredito que 70% das pessoas que têm esteatose hepática não sabem que estão doentes. Ficar muito tempo com a inflamação pode se tornar algo crônico e causar cicatrizes no fígado e outros problemas”, alerta o clínico geral Marcos Pontes, da Clínica Evoluccy, em Brasília. Gordura no fígado tem sintomas? Há sintomas que aparecem com a progressão da doença, mas eles só aparecem em estados muito avançados. A fase inicial costuma seguir silenciosa, sem sinais específicos que permitam suspeita imediata. Quando sintomas surgem, incluem cansaço persistente, perda de apetite, inchaço, aumento do volume abdominal e desconforto no quadrante superior direito da barriga, que já são sinais de um mal-funcionamento do fígado. Sem o correto tratamento, em quadros avançados, podem aparecer icterícia, ascite, urina escura e fezes claras, todos sinais de uma eventual falência do órgão. Cerca de 30% dos pacientes com esteatose desenvolvem inflamação e fibrose, e cerca de 15% chegam à cirrose. 4 imagensFechar modal.1 de 4 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images2 de 4 A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial Magicmine/Getty Images3 de 4 Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4 No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome Magicmine/Getty Images Como a esteatose vira um perigo? Nos casos mais avançados, conhecidos como a MASH, a gordura leva à uma inflamação constante no fígado, o que gera uma cicatrização progressiva (fibrose). O tecido cicatrizado perde suas funções a ponto de ameaçar o funcionamento de todo o órgão. O hepatologista Jean Tafarel, do Hospital Universitário Cajuru, alerta que quase 90% dos diagnósticos de MASH ocorrem tardiamente. O atraso limita opções de tratamento e aumenta risco de complicações. “O normal é o fígado ter zero de fibrose. Quando a gordura começa a agredir as células, elas são substituídas por cicatrizes. Essa sequência de lesões pode evoluir para cirrose e até levar à necessidade de transplante do órgão”, explica ele. Prevenção e manejo em foco A prevenção se torna, portanto, elemento central no enfrentamento da doença. Avaliação regular, controle do peso e alimentação equilibrada formam a base para proteção do fígado e do organismo como um todo. “Durante muito tempo se acreditou que a esteatose não traria consequências sérias, mas hoje sabemos que pode evoluir para cirrose e até para câncer de fígado. O cuidado preventivo é essencial”, indica Tafarel. O tratamento atual se baseia em mudanças de estilo de vida, já que não existe medicação específica aprovada. A estratégia inclui dieta equilibrada rica em frutas, verduras, legumes e fibras, redução de ultraprocessados, controle de peso, prática regular de atividade física e redução do álcool. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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