Dengue: mosquitos estéreis são liberados para frear a reprodução Ouvir 15 de dezembro de 2025 A liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis está sendo intensificada pelo Ministério da Saúde neste ano para conter a dengue. Somente na sexta-feira (12/12), 50 mil foram liberados na aldeia indígena de Cimbres, no município de Pesqueira (PE). “A estratégia impede que os mosquitos, ao acasalarem com as fêmeas, produzam descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e da transmissão de vírus”, detalhou o comunicado. Ao acasalarem com as fêmeas, não são produzidos filhotes pelos machos, o que leva à diminuição progressiva da população de vetores de arboviroses. “Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido”, destacou o ministério. Segundo a pasta, a ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas. Para as próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis. Também será implantada a tecnologia no território Guarita, em Tenente Portela (RS), e em áreas indígenas de Porto Seguro (BA) e de Itamaraju (BA), além da aldeia Cimbres. O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, contemplando produção, logística e monitoramento da estratégia. Leia também Brasil Quem é o brasileiro destaque da Nature que criou o Aedes sem vírus Ciência Variante pálida do Aedes aegypti é encontrada pela 1ª vez na Amazônia Distrito Federal Contra a dengue, DF começa a usar Aedes aegypti infectado com bactéria Saúde Dengue: cientistas criam armadilha eficaz para mosquito Aedes aegypti Métodos de controle da dengue atacando o mosquito A TIE é diferente do Método Wolbachia, que tem sido utilizado por todo o Brasil para conter o mosquito. Enquanto a TIE foca em machos esterilizados por irradiação química para reduzir população, a Wolbachia usa a bactéria de mesmo nome para bloquear vírus caso o mosquito tenha cotato com ele. Ambas as técnicas são complementares e podem ser combinadas com outras ações, como larvicidas, para maior eficácia. Os Wolbitos, mosquitos infectados com Wolbachia, são liberados desde 2014 no Brasil em técnicas experimentais, mas são usados cada vez mais desde que foi inaugurada no Brasil a maior biofábrica deles do mundo. O Wolbito impede que o Aedes transmita os vírus da dengue, zika e chikungunya, mesmo que ele se reproduza, já que essa bactéria é passada entre as gerações de insetos, utilizando a reprodução deles justamente para multiplicar a ação de combate. Segundo o governo, a continuidade e a expansão das ações vão depender dos resultados alcançados e da avaliação técnica das equipes envolvidas. Os dados vão permitir a análise do impacto na redução de casos de dengue, zika e chikungunya. Combate à doença com tecnologia Várias frentes tecnológicas estão sendo empregadas para combater a dengue no Brasil. Além do ataque ao mosquito, uma nova vacina produzida pelo Butantan deve começar a ser aplicada a partir de janeiro em profissionais de saúde. A expectativa é que a população geral adulta seja beneficiada até 2027. Ainda assim, com a aproximação do verão aumenta o alerta para os riscos da doença. A combinação das altas temperaturas com chuvas frequentes e maior circulação de pessoas durante o período de descanso mantém o risco de transmissão elevado. Com sintomas que frequentemente são confundidos com outras condições, como a gripe — que também causa febre, dor no corpo e indisposição — e outras arboviroses, como zika e chikungunya, é importante estar atento aos primeiros sinais para evitar o agravamento do quadro. Os primeiros sintomas costumam incluir: Febre alta; Dor no corpo, nas articulações, de cabeça e atrás dos olhos; Sensação de cansaço; Falta de apetite; Náuseas e vômitos; Manchas pelo corpo. Alguns sinais podem demonstrar que o paciente está evoluindo para formas graves. São eles: Dor abdominal intensa; Vômitos intensos e persistentes; Acúmulo de líquido; Alterações do nível de consciência; Sonolência. Dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde mostram que o país registrou 1,6 milhão de casos prováveis até novembro, aproximadamente 75% a menos do que no mesmo período de 2024, quando foram registrados 6,5 milhões de casos prováveis. Notícias
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