Vítima de alergia grave, mulher só conseguia comer 4 alimentos Ouvir 15 de abril de 2024 A arquiteta inglesa Amy Francis-Smith, de 32 anos, viveu a pior época de sua vida entre 2015 e 2017, logo no início da fase adulta. Nesse período, devido a uma série de alergias alimentares que apareceram de uma hora para a outra, ela restringiu a dieta a apenas quatro alimentos. No início, os sintomas eram discretos, mas, com o tempo se intensificaram. Ao comer algo, Amy tinha crises de diarreia ou sentia coceiras insuportáveis. Os únicos alimentos que ela passou a tolerar eram carne bovina, pera, abobrinha e arroz. Leia também Saúde Jovem sofre reação alérgica grave ao tentar tirar preenchimento labial Saúde Mulher com alergia rara à água tem crise de coceira forte pós-banho Saúde Mulher aplica injeções para recuperar cabelo e tem alergia grave Saúde Medicamento para asma reduz alergia alimentar grave, mostra estudo Para tentar resolver o problema de saúde, a arquiteta vendeu praticamente todos os seus pertences na internet, inclusive suas roupas. O dinheiro bancava os exames de diagnóstico e tratamentos diversos que eram recomendados. Amy desenvolveu reações imunes prejudiciais não apenas à comida, mas também a purificadores de ar, ambientes aquecidos ou resfriados e até a se sentar em bancos de transporte público. “Por medo de crises alérgicas, várias vezes tive de fazer exames dolorosos sem anestesia e minha vida foi ficando muito difícil de uma forma que não consigo nem explicar”, conta ela em seu Instagram. A vida normal era tão perigosa para o organismo de Amy que os médicos chegaram a propor que ela se internasse compulsoriamente até que soubesse a causa do que estava acontecendo. Alergia 4 alimentos caso grave (3) Entre 2015 e 2017, a alimentação de Amy foi extremamente restrita Reprodução/Instagram/amyfrancissmith Alergia 4 alimentos caso grave (4) A jovem tinha crises de coceira e constantes diarreias com sangue Reprodução/Instagram/amyfrancissmith Alergia 4 alimentos caso grave (2) Após diagnóstico de três síndromes combinadas, ela conseguiu tratamento e hoje vive normalmente Reprodução/Instagram/amyfrancissmith Voltar Progredir 0 Busca pela origem das alergias Por meses, os médicos acreditaram que os sintomas eram psicossomáticos (ou seja, motivados pelo estresse mental), mas, em 2016, foi encontrada uma resposta mais clara. Amy sofria da síndrome de ativação de mastócitos. A condição leva a uma ativação inapropriada de células de defesa do organismo, que reagem excessivamente a estímulos que consideram ameaçadores. Além desse diagnóstico, a arquiteta tinha duas outras doenças que agravavam o quadro: as síndromes de Crohn e a de Ehlers-Danlos. A primeiro afeta o intestino, dificultando a digestão. A segunda leva a uma série de sintomas relacionados à deficiência de colágeno, atacando especialmente a pele. “Meus testes de inflamação intestinal tiveram níveis tão críticos que os médicos achavam que havia dado um erro no sistema”, conta ela. A vida após o diagnóstico Com o diagnóstico, porém, Amy conseguiu controlar seus problemas de saúde, fez tratamentos para recuperar a microbiota intestinal e hoje tem uma vida normal. Para ela, porém, ficaram as consequências da negligência médica. “Lembro-me de um médico que riu na minha cara enquanto minha garganta fechava diante dele e de profissionais com muito medo de me dar anestesia quando fizeram a biópsia do meu cólon. São violências que não se esquece”, lembra. Por causa do que viveu, Amy tem trabalhado desde 2020 em projetos sociais para ajudar pessoas com alergias raras a encontrarem seus diagnósticos. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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