Agravamento da síndrome metabólica aumenta risco de desenvolver câncer Ouvir 11 de março de 2024 Pessoas com síndrome metabólica persistente e agravada correm maior risco de desenvolver vários tipos de câncer, afirmam pesquisadores em um artigo publicado na revista Câncer, da Sociedade Americana do Câncer, nesta segunda-feira (11/3). Tratar a síndrome metabólica, por outro lado, pode reduzir esse risco, consideram os pesquisadores do Capital Medical University, na China. Leia também Saúde Síndrome metabólica: médico lista os sintomas mais comuns de diabetes Saúde Menopausa: ondas de calor podem aumentar risco de síndrome metabólica Saúde Tratamento inédito contra câncer salva homem que tinha 9 meses de vida Saúde Câncer de intestino: saiba os primeiros sintomas da doença Síndrome metabólica A síndrome metabólica é uma doença endócrina caracterizada pela resistência à insulina que aumenta as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes. Ela pode ter diversas causas, como obesidade, sedentarismo, colesterol alto, resistência à insulina, estresse, alimentação não saudável e genética. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (1) Segundo o Instituto Nacional de Câncer, para cada ano do triénio 2020/2022 serão registrados cerca de 625 mil casos da doença no Brasil Science Photo Library – STEVE GSCHMEISSNER, Getty Images ***foto-pessoa-sendo-examinada-por-suspeita-de-cancer-de-pele Extremamente comum no país, o câncer de pele é caracterizado pelo aparecimento de tumores na pele em formato de manchas ou pintas com formatos irregulares. Relacionada à exposição prolongada ao sol, exposição a câmeras de bronzeamento artificial ou por questões hereditárias, a doença pode ser tratada através de cirurgias, radioterapia e quimioterapia miriam-doerr/istock ***foto-mulher-sem-blusa-com-simbolo-contra-o-cancer-de-mama O câncer de mama é causado pela multiplicação descontrolada de células na mama. Apesar de ser comum em mulheres, a enfermidade também pode acometer homens. Entre os sintomas da doença estão: dor na região da mama, nódulo endurecido, vermelhidão, inchaço e secreção sanguinolenta. O tratamento envolve cirurgia para retirada da mama, quimio, radioterapia e hormonioterapia SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images ***foto-pessoa-segurando-simbolo-representando-luta-contra-cancer-de-prostata Mais frequente em homens, o câncer de próstata apresenta os seguintes sintomas: sangue na urina, dificuldade em urinar, necessidade de urinar várias vezes ao dia e a demora em começar e terminar de urinar. Cirurgia e radioterapia estão entre os tratamentos da doença Getty Images ***foto-mulher-segurando-garganta Embora possa estar relacionado com hipertireoidismo, tabagismo, alterações dos hormônios sexuais e diabetes, por exemplo, o câncer de tireoide ainda não é bem compreendido por especialistas. Apesar disso, tratamentos contra a doença envolvem terapia hormonal, radioterapia, iodo radioativo e quimioterapia, dependendo do caso getty images ***especial-cancer-no-pulmao.jpg O câncer de pulmão é um dos tipos com maior incidência no Brasil. Relacionado ao uso ou exposição prolongada ao tabagismo, tem como principais sintomas a falta de ar, dores no peito, pneumonia recorrente, bronquite, escarro com sangue e tosse frequente. A doença é tratada com quimioterapia, radioterapia ou/e cirurgia BSIP / getty images ***foto-oferecendo-cigarro-e-outro-negando No Brasil, o carcinoma epidermoide escamoso tem a maior incidência entre os canceres de estômago. Os tratamentos envolvem cirurgia ou radioterapia e quimioterapia iStock ***foto-homem-deitado-com-parte-do-tronco-vermelho.jpg O câncer de estômago é diagnosticado após a identificação de tumores malignos espalhados pelo órgão e que podem aparecer como úlceras. Relacionado à infecções causadas por Helicobacter Pylori, pela presença de úlceras e de gastrite crônica não cuidada, por exemplo, a doença pode causar vômito com sangue ou sangue nas fezes, dor na barriga frequente e azia constante Smith Collection/Gado/ Getty Images ***Desenho-útero-com-focos-do-cancer-no-colo-do-útero O câncer de colo de útero tem como sintomas sangramento vaginal intermitente, dor abdominal relacionada a queixas intestinais ou urinárias e secreção vaginal anormal. O tratamento envolve quimio, radioterapia e cirurgia Science Photo Library/GettyImages ***foto-dentista-consultanso-boca-paciente O câncer de boca é uma doença que envolve a presença de tumores malignos nos lábios, gengiva, céu da boca, língua, bochechas e ossos. É mais comum em homens com mais de 40 anos e tem como sintomas feridas na cavidade oral, manchas na língua e nódulos no pescoço, por exemplo. O tratamento envolve cirurgia, quimio e radioterapia Pexels Voltar Progredir 0 Síndrome metabólica aumenta o risco de câncer O estudo contou com a participação de 44.115 adultos com idade média de 49 anos. Eles foram categorizados em quatro estágios da síndrome metabólica: com padrão baixo-estável, moderado-baixo, moderado-alto e elevado-crescente. Os voluntários foram acompanhados por aproximadamente dez anos. Nesse período, foram feitos 2.271 diagnósticos de câncer entre os participantes. As pessoas com padrão elevado-crescente apresentaram um risco alto de desenvolver todos os tipos de câncer, com maior destaque para o de mama, endométrio, rim, colorretal e fígado, em comparação ao grupo baixo-estável. Os dados revelaram que, mesmo quando os grupos de padrão baixo-estável, moderado-baixo e moderado-alto foram combinados, o elevado-crescente apresentou maiores riscos de desenvolver todos os tipos de câncer. Para o principal autor do estudo, o cientista Han-Ping Shi, a pesquisa sugere que o manejo proativo e contínuo da síndrome metabólica pode servir como uma estratégia essencial na prevenção do câncer. “Nosso estudo pode orientar pesquisas futuras sobre os mecanismos biológicos que ligam a síndrome metabólica ao câncer, resultando potencialmente em tratamentos direcionados ou estratégias preventivas. Será necessária uma avaliação formal dessas intervenções para determinar se elas são capazes de modular o risco de câncer”, escreve Shi no artigo científico. A síndrome metabólica não tem cura, mas pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, com hábitos mas saudáveis para a perda de peso e controle da diabetes e o uso de meedicamentos, quando houver orientação médica. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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