Bactérias da boca podem aumentar em 30% o risco de câncer, diz estudo Ouvir 27 de setembro de 2024 Você escova os dentes e passa fio dental todos os dias? Pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos, descobriram que um conjunto de bactérias da boca está ligado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. E a higiene regular da boca é suficiente para eliminar essa ameaça. As 12 espécies aumentam o risco de ter o câncer em 50%. Foram analisadas a dieta, estilo de vida e histórico médico de 160 mil americanos, que lavavam a boca com enxaguante bucal e entregavam amostras de saliva aos cientistas. O material foi testado para descobrir quantos e quais micro-organismos estavam presentes. Leia também Saúde Subespécie de bactéria da boca pode estar ligada ao câncer colorretal Saúde A parte do corpo que você esquece de lavar e pode ter muitas bactérias Saúde Proteína de bactéria pode ser a chave para uma vacina contra o câncer Saúde Bactéria de ar-condicionado causa surto de pneumonia na Itália Os voluntários foram acompanhados por 15 anos — nesse período, 236 deles desenvolveram cânceres de cabeça e pescoço de células escamosas. As amostras desses pacientes foram comparadas com as de participantes saudáveis, e fatores que poderiam influenciar os resultados, como tabagismo, idade e consumo de álcool também foram considerados. A partir dos resultados, os cientistas identificaram 13 espécies de bactérias que podem aumentar ou diminuir o risco de câncer, e as pessoas que as tinham apresentaram 30% mais chance de ter a doença. Em comparação com outros cinco tipos de bactérias que são comuns em doenças de gengiva, o risco subiu para 50%. Os pesquisadores apontam que existe uma relação entre as bactérias e câncer, mas não se sabe exatamente como ela acontece. “Nossos achados oferecem um novo insight sobre a relação entre o microbioma oral e os cânceres de cabeça e pescoço. Essas bactérias podem servir como biomarcadores para especialistas descobrirem quem está em alto risco para a doença”, diz o principal autor da pesquisa, Soyoung Kwak, em comunicado à imprensa. Os resultados foram publicados nessa quinta (26/9) na revista científica JAMA Oncology. Os próximos passos da pesquisa são explorar como acontece a relação, e quais são as melhores maneiras para intervir. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Fim de ano: alta de infecções pode estar ligada a preparos na cozinha 18 de dezembro de 2025 Em meio à correria para colocar o peru no forno, acertar o ponto do bacalhau e finalizar a salada de maionese, o preparo das refeições das festas de fim de ano esconde um perigo que passa despercebido: a mistura de alimentos crus e cozidos, aliada à higiene inadequada, cria condições… Read More
Benefícios da chia: entenda por que ela é tão saudável 26 de agosto de 2025 A chia é consumida há milhares de anos em países como México e Guatemala, mas só ganhou espaço no Brasil a partir de 2014. Reconhecida inicialmente como uma aliada das dietas de emagrecimento, essa semente milenar vai muito além da fama de ajudar a perder peso. De acordo com a… Read More
Pode ou não usar cotonete? Veja o que diz especialista 4 de maio de 2024 Seja para aliviar uma coceira ou um incômodo, ou então para fazer a limpeza diária dos ouvidos, muitas pessoas recorrem ao cotonete. No entanto, também é comum vermos alertas sobre a falta de eficiência ou até perigos do produto. Afinal, pode ou não utilizar o cotonete? Leia também Saúde Saiba… Read More