Butantan vai começar a testar vacina contra zika para grávidas em 2024 Ouvir 7 de dezembro de 2023 O Instituto Butantan anunciou a retomada do projeto de desenvolvimento de uma vacina contra o zika vírus (ZIKV) após concentrar esforços no combate à Covid-19. A previsão é que os testes com animais se iniciem em agosto de 2024, com a expectativa de dar início aos estudos clínicos em humanos aproximadamente dois anos depois. Segundo Renato Mancini Astray, diretor do Laboratório Multipropósito do Instituto Butantan e um dos líderes do projeto, o início dos testes depende de fatores como a epidemiologia da doença. “Se ela provoca um surto no próximo ano, podemos ter uma aceleração. Se desaparece, o interesse pode diminuir”, explica, em comunicado à imprensa. Leia também Saúde Zika vírus provoca alteração em quase um terço dos filhos de infectadas Brasil Alerta! Goiás tem dois casos confirmados de grávidas com zika vírus Brasil Saúde vai destinar R$ 256 mi a ações contra dengue, chikungunya e zika Saúde Ter tido zika aumenta o risco de dengue grave, diz estudo brasileiro O desenvolvimento da vacina contra o zika começou em 2017, mas os esforços foram direcionados à Covid-19 de 2020 até metade deste ano. Apesar de ainda estar em fase inicial, a expectativa em relação ao novo imunizante é positiva. “Como o principal público-alvo seriam mulheres grávidas, a vacina contra zika precisa ter um perfil de segurança muito alto. A confiabilidade desses processos é grande, tanto em termos científicos como no aspecto regulatório”, afirma o diretor. O zika vírus pode causar microcefalia em bebês de mães infectadas durante a gestação e ainda não existe prevenção contra a doença. Além de causar má formação neurológica no feto, o vírus pode ter efeito abortivo e desencadear alterações celulares no feto. Sem o vírus em circulação, não é possível fazer ensaios clínicos de eficácia (fase 3) para avaliar se os vacinados ficam menos doentes do que os não vacinados – outro motivo para o estudo estar em estágio inicial. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (2) Dengue, Zika e Chikungunya são doenças cujos nomes são conhecidos no Brasil. Os três vírus transmitidos pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, têm maior incidência no país em períodos de chuva e calor, e apresentam sintomas parecidos, apesar de pequenas sutilezas os diferenciarem Joao Paulo Burini ****Foto-pessoa-com-as-maos-na-cabeca-olhando-um-termometro.jpg Febre, dor no corpo e manchas vermelhas são sintomas comuns de todas as doenças. Apesar disso, a forma distinta como evoluem, a duração dos sintomas e o grau de complicação são algumas das diferenças entre elas IAN HOOTON/SCIENCE PHOTO LIBRARY / Getty Images ****Foto-mosquito-da-dengue-1.jpg Estar atento aos sinais e saber identificar as distinções é importante para um diagnóstico e tratamento precisos, pois, apesar do que se pensa, essas doenças são perigosas e podem matar boonchai wedmakawand/ Getty Images ****Foto-pessoa-com-as-maos-na-cabeca-3.jpg Na dengue, os sinais e sintomas duram entre dois e sete dias. As complicações mais frequentes, além das já mencionadas, são dor abdominal, desidratação grave, problemas no fígado e neurológicos, além de dengue hemorrágica Uwe Krejci/ Getty Images ****Foto-pessoa-com-as-maos-no-olho.jpg Além disso, dores atrás dos olhos e sangramentos nas mucosas, como a boca e o nariz, também podem acontecer em pacientes que contraem a dengue SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images ****Foto-teste-de-sangue-positivo-para-zika.jpg Os sintomas da zika são iguais aos da dengue, só que a infecção não costuma ser tão severa e passa mais rápido. Há, no entanto, um complicador caso a pessoa infectada esteja grávida Sujata Jana / EyeEm/ Getty Images ****Foto-mulher-gravida-e-um-alerta-de-perigo-em-relacao-ao-mosquito-da-dengue.jpg Nestas situações, a doença pode prejudicar o bebê em formação causando microcefalia, alterações neurológicas e/ou síndrome de Guillain-Barré, no qual o sistema nervoso passa a atacar as células nervosas do próprio organismo DIGICOMPHOTO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images ****Foto-pessoa-deitada-em-uma-maca-de-hospital-com-uma-das-maos-na-cabeca.jpg Já os sintomas da chikungunya duram até 15 dias e, segundo especialistas, provoca mais dores no corpo, entre as três doenças Peter Bannan/ Getty Images ****Foto-mosquito-da-dengue-2-1.jpg Assim como a infecção pela zika, a chikungunya pode resultar em alterações neurológicas e síndrome de Guillain-Barré Joao Paulo Burini/ Getty Images ****Foto-pessoa-conversando-com-outra-pessoa-com-um-remedio-nas-maos.jpg Apesar de não existirem tratamentos para as doenças, há medicamentos que podem aliviar os sintomas, bem como a indicação de repouso total. Além disso, aspirinas não devem ser utilizadas, pois podem piorar o quadro do paciente Milko/ Getty Images ****Foto-pessoa-fazendo-exame-de-sangue.jpg Caso haja suspeita de infecção por qualquer um dos vírus, é importante ir ao hospital para identificar do que se trata e, assim, iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível FG Trade/ Getty Images ****Foto-mosquito-da-dengue-em-um-tubo.jpg O Aedes aegypti é um mosquito que se aproveita de lixo espalhado e locais mal cuidados e é favorecido pelo calor e pela chuva. Por isso, impedir a presença de água parada em sua casa, rua e empresa é o suficiente para travar a proliferação do inseto Bloomberg Creative Photos/ Getty Images Voltar Progredir 0 Como a vacina é feita O processo de produção do imunizante funciona da seguinte forma: as células são cultivadas em frascos, multiplicadas em biorreator e inoculadas com o vírus; depois, o material é filtrado para eliminar contaminantes celulares. O passo seguinte é a inativação do vírus, utilizando um reagente químico clássico, e depois ocorre a purificação. Por fim, o vírus inativado e purificado é concentrado e formulado. O produto final pode ser armazenado em refrigeração comum (2°C a 8°C). Para chegar às duas formulações adequadas, foram testadas mais de 60 diferentes composições nos últimos anos. Nesse momento, os pesquisadores trabalham na versão final que será encaminhada para estudos pré-clínicos. Com a formulação estabelecida por enquanto, o produto tem uma estabilidade de 100% por pelo menos quatro meses e atividade comprovada por até oito meses. A composição final envolve a adição do adjuvante antes do envasamento nos frascos de vacina, etapa que tende a melhorar ainda mais o perfil de estabilidade do produto. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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