Câncer de rim: pacientes seguem sem doença 3 anos após vacina em teste Ouvir 26 de fevereiro de 2025 Pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute, nos Estados Unidos, testam uma vacina personalizada contra o câncer de rim em um estudo clínico com nove pacientes. Três anos após o tratamento, todos continuam sem sinais da doença. Os resultados, publicados na revista Nature em 5 de fevereiro, indicam que a abordagem pode reduzir o risco de recorrência do tumor em pacientes com um dos tipos mais comuns de câncer renal. Leia também Mundo Rússia anuncia que distribuição de vacina contra câncer começa em 2025 Saúde Cientistas começam a desenvolver vacina contra câncer de ovário Saúde Câncer: vacina tem bons resultados em pacientes com tumor avançado Saúde Acne, câncer e alergia: vacinas terapêuticas são aposta dos laboratórios Como a vacina foi desenvolvida? O ensaio clínico envolveu pacientes com carcinoma de células renais de células claras, um tipo recorrente da doença. O tratamento padrão para esses casos inclui cirurgia para remoção do tumor e, em alguns casos, imunoterapia com pembrolizumabe. Ainda assim, estima-se que até dois terços dos pacientes podem ter recidiva. Para desenvolver a vacina personalizada, os cientistas analisaram o material genético do tumor de cada paciente. A partir dele, extraíram pequenos fragmentos de proteínas mutantes — os chamados neoantígenos — e selecionaram aqueles com maior potencial de estimular o sistema imunológico. “Os neoantígenos alvos desta vacina ajudam a direcionar a resposta imunológica contra as células cancerígenas, com o objetivo de aumentar a eficácia e reduzir os efeitos colaterais”, explicou Toni Choueiri, um dos autores do estudo, em comunicado. Cada participante recebeu uma dose inicial da vacina seguida de reforços. Cinco deles também foram tratados com ipilimumabe, um medicamento de imunoterapia. Os efeitos adversos foram leves, incluindo vermelhidão no local da injeção e sintomas semelhantes aos da gripe. 9 imagens Fechar modal. 1 de 9 Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação boonchai wedmakawand 2 de 9 Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença Phynart Studio/ Getty Images 3 de 9 A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc. Flashpop/ Getty Images 4 de 9 Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago FG Trade/ Getty Images 5 de 9 A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão South_agency/ Getty Images 6 de 9 Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido Peter Dazeley/ Getty Images 7 de 9 A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados RealPeopleGroup/ Getty Images 8 de 9 Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos ljubaphoto/ Getty Images 9 de 9 Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago DjelicS/ Getty Images O que os resultados revelam sobre o futuro do tratamento? Três semanas após a vacinação, os pesquisadores observaram um aumento significativo na resposta imunológica: o número de células T do sistema imunológico cresceu, em média, 166 vezes. Além disso, essas células permaneceram em níveis elevados no organismo por até três anos. “Observamos uma expansão rápida, substancial e duradoura de novos clones de células T relacionadas à vacina”, afirmou Patrick Ott, diretor clínico do Melanoma Center no Dana-Farber, em comunicado. Testes laboratoriais mostraram que essas células T foram ativas contra as células tumorais renais dos pacientes. “Estamos muito animados com esses resultados, que demonstram uma resposta positiva em todos os nove participantes”, disse Choueiri. Apesar dos achados promissores, os cientistas ressaltam que o estudo envolveu um número reduzido de pessoas. Ensaios clínicos maiores ainda são necessários para confirmar a eficácia da vacina em larga escala. “Esses resultados nos motivam a continuar investigando essa abordagem, mas ainda precisamos de mais estudos para compreender completamente seu impacto clínico”, concluiu Ott. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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