Ciência descobre como reverter envelhecimento da pele com sangue jovem Ouvir 14 de agosto de 2025 Pesquisadores descobriram parte do mecanismo por trás do chamado “efeito rejuvenescedor” do sangue jovem. A equipe demonstrou, pela primeira vez, que proteínas presentes no soro de indivíduos com menos de 30 anos só promovem rejuvenescimento de células da pele humana quando interagem com células da medula óssea. A descoberta publicada no periódico Aging em 25 de julho só foi possível graças a um sistema avançado de “órgão-em-chip” que simulou, em laboratório, a conexão entre pele e medula, permitindo observar mudanças moleculares associadas ao envelhecimento. No experimento, os cientistas da Beiersdorf AG, empresa alemã de dermocosméticos, compararam o impacto do soro de doadores jovens com o de doadores acima de 60 anos. Sozinho, o soro jovem não apresentou efeito expressivo sobre o tecido cutâneo. Leia também Distrito Federal Rejuvenescimento íntimo para paciente com câncer vira lei no DF Vida & Estilo “Bomba” de colágeno: suco natural rejuvenesce a pele e ameniza rugas Saúde Estudo reforça utilidade de vitamina comum para rejuvenescer a pele Vida & Estilo Médica esclarece quando iniciar cuidados de rejuvenescimento da pele Porém, quando esteve em contato com células da medula óssea, ele desencadeou a produção de 55 proteínas diferentes — sete delas com ação comprovada na melhora de fibroblastos e queratinócitos envelhecidos, estimulando proliferação celular, produção de colágeno, maior atividade mitocondrial e redução da “idade biológica” das células. Os resultados foram medidos por parâmetros como metilação do DNA, taxa de divisão celular e metabolismo energético. Essas mudanças indicam que a influência do sangue jovem não está ligada apenas aos seus componentes diretos, mas também à resposta das células da medula, que funcionam como mediadoras do processo. Embora os achados sejam promissores, os autores ressaltam que o estudo foi realizado exclusivamente em modelos de tecido cultivado in vitro, com duração máxima de cinco semanas, e que será necessário avançar para testes em organismos vivos antes de qualquer aplicação clínica. Ainda assim, o trabalho abre a possibilidade de desenvolver novos ingredientes anti-idade — aplicados na pele ou por via injetável — e até biomarcadores para monitorar o envelhecimento cutâneo. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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