Cientista lista 5 alterações na fala que ajudam a detectar o Alzheimer Ouvir 3 de abril de 2025 *O artigo foi escrito pela candidata a doutorado Sarah Curtis, da Universidade de Nottingham Trent, no Reino Unido, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. Dez milhões de pessoas são diagnosticadas com demência no mundo todo a cada ano – e isso é mais do que nunca. De acordo com a Alzheimer’s Society, aproximadamente um milhão de pessoas no Reino Unido estão vivendo atualmente com a doença. Estudos preveem que esse número aumentará para 1,6 milhão até 2050. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência e leva ao declínio da memória e das habilidades de raciocínio. Trata-se de uma doença física que faz com que o cérebro pare de funcionar corretamente e que piora com o tempo. Identificar o início do processo precocemente pode ajudar pacientes e cuidadores a encontrar o suporte e o cuidado médico certos. Uma maneira de fazer isso é identificar mudanças no uso da linguagem porque novos problemas de fala são um dos primeiros sinais de declínio mental – e podem indicar o começo da doença. Aqui estão cinco sintomas precoces de Alzheimer relacionados à fala que você deve observar: 1. Pausas, hesitações e imprecisões Um dos sinais mais reconhecíveis do adoecimento é a dificuldade em lembrar palavras específicas, o que pode levar a pausas e hesitações frequentes e (ou) longas. Quando uma pessoa com Alzheimer demora a lembrar de uma palavra, ela pode recorrer a uma descrição vaga, como dizer “coisa”, ou falar em torno da palavra esquecida. Por exemplo, se a dificuldade for para lembrar a palavra cachorro, pode ser que ela diga algo como “as pessoas têm esses animais de estimação… eles latem… eu costumava ter um quando era criança”. 2. Usar palavras com significado errado Quem está desenvolvendo a doença tenta substituir uma palavra que não consegue dizer por algo relacionado a ela. Usando o mesmo exemplo acima, em vez de “cachorro”, pode usar um animal da mesma categoria, como “gato”. Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, no entanto, essas mudanças têm mais probabilidade de estar relacionadas a uma categoria mais ampla ou geral, como dizer “animal” em vez de “gato”. 3. Falar sobre uma tarefa em vez de fazê-la Uma pessoa com Alzheimer pode ter dificuldade para concluir tarefas. Em vez de executá-las, ela pode falar sobre seus sentimentos em relação às atividades, expressar dúvidas ou mencionar habilidades passadas. E dizer: “Não tenho certeza se consigo fazer isso” ou “Eu costumava ser bom nisso”, em vez de falar diretamente sobre a tarefa. 4. Menor variedade de palavras Um indicador mais sutil da doença de Alzheimer é a tendência de usar uma linguagem mais simples, confiando em palavras comuns. Pessoas com Alzheimer frequentemente repetem os mesmos verbos, substantivos e adjetivos em vez de usarem um vocabulário mais amplo. Elas também podem usar “o”, “e” ou “mas” com frequência para conectar frases. 5. Dificuldade em encontrar as palavras certas A doença leva a dificuldade para pensar em palavras, objetos ou coisas que pertencem a um grupo. Isso, às vezes, é usado como um teste cognitivo para o diagnóstico. Por exemplo, aqueles com Alzheimer podem ter dificuldade para nomear coisas em uma categoria específica, como alimentos diferentes, partes diferentes do corpo ou palavras que começam com a mesma letra. Isso fica mais difícil à medida que a doença progride, tornando essas tarefas cada vez mais desafiadoras. A idade é o maior fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer – a chance dobra a cada cinco anos após os 65 anos. No entanto, uma em cada 20 pessoas diagnosticadas com Alzheimer tem menos de 65 anos. Isso é chamado de Alzheimer mais jovem – ou de início precoce. Embora esquecer palavras de vez em quando seja normal, problemas persistentes e cada vez piores para lembrar, falar fluentemente ou usar uma variedade de termos podem ser um sinal precoce de Alzheimer. Identificá-los na fase inicial é particularmente importante para pessoas com maior risco de sofrer com a doença à medida que envelhecem, como os que têm síndrome de Down. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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